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Violência no Rio de Janeiro

Violencia no Rio de JaneiroÉ lamentável constatar onde conseguimos chegar. A violência no Rio de Janeiro é tamanha, que custa acreditar que aquela é a mesma cidade alcunhada de “cidade maravilhosa”. As maravilhas ainda estão lá, porém completamente ofuscadas pela barbárie.

Como bom paulistano, sempre tive lá minhas “picuinhas” com o Rio. É uma via de duas mãos. Carioca fala de paulistano e vice-versa. Uma brincadeira saudável. Mas já não tenho ânimo para isso. As duas cidades, Rio de Janeiro e São Paulo, mudaram. Para pior. Já não há motivo para brincadeiras. Só para tristeza.

A situação atual no Rio de Janeiro não é algo que se instalou de repente. Isso todos sabem. A violência é como um câncer que, se não combatido a tempo, se alastra.

Me parece que com o passar do tempo, o povo e as autoridades brasileiras vão mais e mais aceitando como “normais” coisas que no passado eram inaceitáveis. Desde construir favelas até distribuir drogas à luz do dia em via pública. Tudo começa devagar. Uma favela começa com um barraco. É mais fácil – sem dúvida – eliminar um barraco do que agora acabar com a favela da rocinha, por exemplo.

Antigamente se você era flagrado fumando maconha se lascava. Hoje… nem é bom falar.  

Para encarcerar um maconheiro era necessário somente um policial. Agora precisamos do exército para combater enormes e bem-organizadas quadrilhas de traficantes. O câncer evoluiu.

E agora… é possível consertar?

É claro que é possível. Mas teria sido muito mais fácil se anos atrás tivéssemos punido exemplarmente qualquer traficantezinho de graminhas de maconha. Agora será um esforço descomunal. Para acabar com a violência – e não só no Rio de Janeiro – muita gente vai sofrer. Até mesmo gente inocente.

Acabo de ler agora mesmo que foi aprovada uma alteração do código penal, aumentando a pena máxima de prisão (que era de 30 anos) para 35 anos. No artigo que li (comissão aumenta tempo máximo de prisão para 35 anos), há uma menção, mais adiante, sobre o “risco” do aumento da pensa implicar quase em uma prisão perpétua.

Que me desculpem os que se preocupam com isto, mas será que estão babando na gravata? Em primeiro lugar, creio que esta alteração da lei (que me desculpe a autora da mesma), não vem de encontro ao que realmente é necessário. Na minha humilde opinião, o tempo máximo de prisão nem deveria existir. Se a justiça condena alguém a 80 anos de prisão, este é o tempo que o “pobrezinho” deveria ficar guardado.

Sim, porque para ser condenado a muitos anos de reclusão, é necessário ter feito “algo errado”, pois não? Tem “gente boa” por aí que mata centenas de pessoas e o que acontece? Trinta anos de prisão. Centenas de vidas jogadas na lata do lixo. Trinta anos. E ainda por cima é capaz do maluco sair por “bom comportamento”. Assassino bem comportado é brincadeira.

Aí, aparece alguém dizendo que é muito? O coitado vai ficar velho lá na prisão… vamos e venhamos. Precisamos levar as coisas mais a sério, pelo amor de Deus.

E isto é apenas uma das providências para – pelo menos – diminuir a violência. No Rio de Janeiro e no restante do Brasil. Inúmeras outras precisam ser discutidas e colocadas em prática. Policiamento, educação, criação de empregos são algumas. Mas primeiro é preciso acabar com a impunidade. Caçar a bandidagem sem tréguas. Sufocar as quadrilhas e – literalmente – acabar com elas.

Tem mais? É claro que tem. Sempre tem. Eu não sei de nada. Só sei que está errado e é preciso consertar. Quem sabe um dia destes ao invés da violência, tenhamos no Rio de Janeiro a velha e boa cidade maravilhosa.

About the Author Bruno

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