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Um gato vagal

cachorro boxer - gato

Já achou um gato perdido? Eu não. Mas um dia, uns colegas de trabalho de minha mulher acharam. Um gato que não é o da foto aí ao lado, mas bem parecido,  da mesma raça.

Vai daí que deixaram o pobre felino por ali na empresa e ele ficou. Pelo menos ali tinha comida.

Nós já tínhamos um gato siamês. eu não tinha a mínima intenção de acolher mais um. Porém, minha mulher ao ver o bichinho definhando, dormindo em qualquer lugar… rerere… apareceu com a malvado em casa. E lá ele ficou. Você tem voz ativa com tua mulher? Pois é… eu também… não.

Mas a gente acaba acostumando. O gato tinha bastante personalidade. Ah, pra que economizar adjetivo? Ele era nojento mesmo. Eu só passava perto dele, já tomava uma unhada.

Você coloca um sujeito bem-educado para conviver com um safado de rua, o que acontece? O safado se regenera, certo? Errado. O bem-educado vira safado.

Resultado: Dois gatos de rua. Um cinzento e outro siamês. Este último nem servia pra ser rueiro, pois era nanico. Bem menor que qualquer gato siamês que eu já tenha visto. Tanto é que seu nome nem poderia ser outro: Totó.

Pra combinar, o outro ficou sendo chamado de Mimi. Meio gay, mas vá lá.

No final das contas, os dois se lascaram. Foram devidamente castrados. Confesso que até então eu não acreditava que gato castrado virasse caseiro. Vira. Os dois mal e mal davam um rolê em volta do muro de casa, pelo lado de fora. Subir no telhado era só nos finais de semana prolongados. Castrou, acabou. É claro… que graça tem? Sair pra rua só pra tomar um cacete de outros gatos (cujos órgãos sexuais estão intactos…), e ainda por cima ver estes espertalhões mandando brasa naquela gatinha “da hora” do vizinho?

Mas vagal é vagal. Não tem jeito. Aquele malvado tinha que dar suas voltinhas na rua. O siamês mal e mal colocava o nariz entre as grades do portão. Mas o sem-teto… que nada! Dava seus rolês. Mas era esperto. Dava suas voltinhas de dia, quando os gatos valentões da vizinhança estavam dormindo. Fazer o quê? Ele estava enfraquecido, sem suas duas bolinhas, mas ainda estava vivo…

Mas quis o destino que numa destas andanças um inimigo muito poderoso o atacasse. Um carro.

Encontramos o pobrezinho pela manhã, morto diante do portão. Ele ainda tentou entrar em casa, mas a vida lhe acabou antes que o pudesse fazer.

Provavelmente foi atropelado ali por perto, e ainda conseguiu dar os últimos passos.

Assim foi a curta vida deste vagal. Nunca teve muita sorte, como você pôde constatar. Não tinha casa, mas foi recolhido. Não deu certo, foi recolhido novamente. Até aí, tudo parecia bem. Aí vêm e lhe decepam os testículos. Quando estava quase acostumando, toma uma chapuletada de um veículo conduzido por um ser igual àqueles que o recolheram.

Já reparou que tem gente que é assim também? Nunca dá certo, não importa o que aconteça.

About the Author Bruno

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