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Trecho da crônica “Transito na marginal”

Segue abaixo um trecho da minha crônica “Transito na marginal tiete”, publicada no blog Como escrever. Caso queira ler a crônica completa… Transito na marginal tiete.

 

Coloca o Cd. Voz de RC: “O ponteiro agora marca 120… por um momento tive a sensação de ter você ao meu lado… … … eu vou, voando pela vida…”

“Vai te lascar, cara! cento e vinte na PQP! Tá louco, mano? .. tirar essa merda… que foi? vai buzinar na casa do chapéu mano! Tú é cego? Tudo parado e você com essa mão de merda nessa buzina de merda… vai te lascar!”

“Colocar outro, xo vê… Victor e Léo… esse eu conheço…acho… hummm… Borboletas? Que bosta de música será essa? Borboleta, libélula… coisa de viado… xo vê outro… Ah! Eric Clapton… esse é fera…”

Troca o Cd. Voz de Eric Clapton: “She don’t like… Cocaine…. tara raram taram…”

“Legal… rerere.. os cara são fera, mano… olha a guita… tara raram tarammm … é, mano… que será que o cara fala? chidonlai, chidonlai, chidonlai… coquei… txara raram txarammmm….”

Olhando as unhas.

“Nossa meu! Preciso cortar essas unhas… é… quem vive lixando unha é aquela secretária nova… eita bichinha gostosa, sô! Aquele cagador empinado deixa qualquer um doido, mano! … Rerere… fosse a unha dela eu cortava e lixava todo dia, brother… até lambia… é gostosa demais… vixi!”

“Caraca… vinte pras seis já… ainda tô aqui… deve ter alguma merda aí na frente, sei lá… hoje tá demais… algum fresco bateu na traseira  de outro e os dois filho duma égua não saem dali enquanto a polícia não chegar… povo bêsta de merda… a polícia devia chegar e baixar a borracha nos trouxa… se danar… meu! Coloca essas merda desses carros no acostamento, mano!… vixi… tô viajando na maionese… nem vi nada e já tou… que se lasque também… tem ninguém vendo nem ouvindo… bom… só eu né? E Deus… falando nisso… podia aproveitar e fazer uma oração bem comprida… ah, Deus, não dá, mano… eu tô é injuriado… todo dia essa bagaça aqui, meu… zoado… orar agora só vai sai reclamação… té mais, Deus… em casa eu ligo de novo..”

Refrão de “Smoke on the water” do Deep Purple – toque do celular

“Vixi, que susto, mano… vai te daná, celular do caraco!”

– Que qui foi mulher?

– …

– Tô na marginal, meu… tudo parado essa bosta aqui…

– …

– Não, meu… tô no transito não. Tô na boate tomando uísque com uma gostosa sentada no colo! Tá louca? Se liga, meu!

– …

– Passar no mercado pra comprar leite? Zoado hein? Que? Ah… cê esqueceu… sei… falou…

–  …

– Tá legal, falou, falou, meu! Eu passo..

– … … … …

– Tá bom, meu… não precisa chorar também, né? Já tou quase chegando… tá, tá… tchau.

Olhando pro celular.

“Mulher… Ô bicho zoado, sô. Vai no mercado, esquece metade das coisas, eu tenho que mudar o caminho depois dessa merda toda, e ainda por cima chora… porque eu não amo ela… caraca, mano! Não, zoada… eu amo é essa merda que não anda… catso, meu! seis e meia já, mano… e ainda tô… vixi, mano… não andei nem cinco quilometro, mano… tô ferrado hoje… e ainda tem que comprar leite… quem que toma isso? Ah, é… as crianças… pô, não pode passar um dia sem esse negócio… coisa mais sem graça… caraca! Agora que lembrei… acabou a cerveja em casa, só tem três latinha… vou ter que passar no mercado… eh, trouxa… não vai esquecer o leite, senão tú tá f…”

About the Author Bruno