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Sou brasileiro com muito orgulho

Blog de nicho

Sou brasileiro com muito orgulho… dependendo do angulo que esteja em foco. Não entendeu? Então vou colocar tudo junto: “Sou brasileiro com muito orgulho, dependendo do angulo que esteja em foco”.

Tá legal… agora tenho que explicar. E vou começar esclarecendo uma coisa. Não se pode ter orgulho de algo que está errado. O estado de coisas no Brasil neste exato momento, não inspira muito orgulho. Não me agrada em absoluto o rumo que as coisas vêm tomando. E não estou falando de agora. Há muitos anos que as coisas vêm degringolando. Senão vejamos:

Quando eu era garoto (e lá se vão muitos anos), poucas famílias colocavam seus filhos em escolas particulares. Sabe porque? Porque as escolas públicas eram muito melhores. Eis porque. Se você não acredita, está aqui uma testemunha viva. Eu. Numa das escolas em que estudei, havia anfiteatro, piscina, laboratório, sala de música, quadra de esportes. Escola estadual. Grátis. Para quem passasse no exame, é claro. Ah… você acha isso errado? Eu não acho. Eu ganhei o direito de estudar naquela escola estudando. Porque cargas d’água alguém que não se dedicou da mesma maneira deveria estudar lá?

O que seria certo então? O que temos hoje? Uma verdadeira bagunça. Ninguém precisa estudar para passar de ano. “Para não superlotar as escolas”. Esta foi a “solução” encontrada. Por um bando de idiotas, diria eu.

Não vou me alongar num só item. Sou brasileiro com muito orgulho, mas não em relação ao ensino de hoje em dia. Ponto quase final.

E a bandidagem? Coisa de doido. Lembro-me de um tempo que existia, em São Paulo, a Guarda civil. Policiais uniformizados andavam à pé pelos bairros, “armados” de cassetete. E eram respeitados. Hoje seriam motivo de chacota. Imagine você, um policial com um cassetete contra uma penca de bandidos com pistolas automáticas e sabe-se-lá-mais-o-que…

Dia desses vi uma reportagem sobre o contrabando de armas. Armas poderosas entram no Brasil como se fossem bananas. Aliás, com toda a certeza, se você quiser trazer um carregamento de bananas do Paraguay vai ter problemas. Guia de importação e o escambau. Arma já é outro departamento. Afinal, como é que os bandidos vão tocar seus “negócios”?

Sou sim, brasileiro com muito orgulho, mas não quando sei que um garoto pode morrer por andar com um tênis “de marca”.

Políticos. Diga a verdade, você sabia que eu ia chegar aqui…

Ontem mesmo estava vendo um video sobre mais de 140 itens apresentados ao congresso para aprovação. São – creio eu – normas a serem aplicadas em escolas. Com relação à sexualidade. Ou melhor, homosexualidade. Uma verdadeira palhaçada. Mas antes de comentar algo, deixe-me esclarecer: não tenho a mínima idéia do motivo de alguém ser homosexual. Aliás, pelo que me parece, ninguém tem. Mas existem homosexuais. Fim de papo. Creio que merecem ser tratados como aquilo que são: seres humanos, iguais aos demais. E a conversa acaba por aí. 

Agora, ficar criando uma montanha de “direitos” e “normas” e “regras” e o escambau a quatro para homosexuais, é brincadeira. Os homosexuais precisam conviver com o restante da população. E sempre conviveram. Agora, de repente, estão precisando de proteção, leis e mais uma fieira de bobagens. 

Esta é uma das coisas que os políticos andam fazendo. Para “cuidar” do país. Não é possível enumerar outras, isto é apenas um artigo. Mas todos sabemos o que já fizeram e o que andam fazendo nossos “representantes”. Trabalhando contra a população, esta é a verdade.

Lá vou eu: sou brasileiro com muito orgulho, mas não quando vejo as atitudes de quem deveria me representar.

Alguns anos depois de ser inaugurada a primeira linha metrô em São Paulo, vi uma reportagem falando sobre o metrô de Tóquio, no Japão. Um horror. O metrô de Tóquio, àquela época (sei lá como é hoje, nem interessa para o artigo) era mais do que superlotado. Entregam aos usuários uma capa untada com uma espécie de óleo, para que pudessem escorregar entre a multidão, para entrar nos trens. Superlotado, me “parece”.

Dia atrás vi uma reportagem sobre os metrôs pelo mundo afora. O metrô brasileiro já é o pior.

Será que nós, brasileiros, conseguimos acabar, deteriorar, piorar tudo? Não conseguimos manter nada limpo, funcionando, decente? Até sabemos fazer as coisas, não somos burros. Mas é só uma questão de tempo para metermos os pés pelas mãos.

Acredite, aqui dentro da minha cabeça de cinquenta e três anos, tem material suficiente para transformar este artigo num livro. Mas vou parar por aqui. Nem eu aguento mais. Capaz de me dar uma depressão profunda. Ou de começar a vomitar.

E não me venha lá você dizer que estou “falando mal do Brasil”. Isto seria apenas falácia. Se você considera os itens que mencionei bons, deve estar completamente fora de seu juízo. Mas se mesmo assim, quiser meter a ripa (no meu artigo), vá em frente.

Por outro lado, ficar criticando sem apresentar solução também não adianta nada (te peguei nessa… pensou que eu ia pisar na bola…).

Na verdade, a solução não é complicada. É só fazer as coisas direito. Simples, não é? Ora, se você – no seu trabalho, por exemplo – faz tudo errado, o que acontece? O resultado é ruim, pois não? Se faz tudo direito, da maneira correta, o resultado é o esperado. Um produto ou serviço decente, vendável, lucrativo.

A mesma coisa com o país. Só para citar um exemplo: não existe a menor dúvida de que para se construir um grande país é necessário investir pesado na educação. Concorda comigo? Então, o que estamos fazendo hoje está errado. É só fazer certo. Aí vêm os conformados: “ah, mas é difícil…”. É claro que é difícil. Quem quer encostar o corpo e ficar vagabundeando acha tudo difícil mesmo. É preciso muito esforço e trabalho para conseguir as coisas. Quem gosta de “vale isso” e “bolsa aquilo”, não quer trabalhar. E ainda se admira que as coisas estão erradas.

Chega, já estou ficando nervoso. Sou sim. Sou brasileiro com muito orgulho. Por isso é que fico indignado com todas estas coisas.

About the Author Bruno

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