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Quanto tempo vai durar o sertanejo universitário

Sertanejo universitárioA moda, quero dizer. O nome em si, nem quero saber. Mas o “gênero” carinhosamente chamado de sertanejo universitário, até quando pode durar?

Não muito, na minha humilde opinião.

Se você é fã ardoroso desse negócio aí, leia até o fim. Porque é melhor você virar fã de uma ou mais duplas. E olhe que vai ter que escolher bem, acredite. Porque modas vêm e vão. E o sertanejo universitário é uma moda. Coisa passageira.

Ah… a foto aí é só pra ilustrar o tema. E alertar… quando as modas se vão, os artistas rotulados pegam o mesmo bonde…

Deixe-me esclarecer uma coisa. Eu não sou contra, não. Nada disso. Gosto de muitas duplas boas, como Zé Henrique e Gabriel, Victor e Léo, por exemplo. Não estou aqui “urubuzando” nada. Apenas me ocorreu o assunto, porque a coisa é bem parecida com outras “modas musicais” – digamos assim – do passado.

Quer dois exemplos? Lambada e discoteque (Veja a foto… Bee Gees = disco. Sumiram junto com a moda). Onde estão? No esquecimento. Mortas e enterradas, pra nunca mais voltarem. Pode até ser cruel, mas é verdade.

Não me pergunte como nascem essas modas. Não tenho a mínima idéia. Só sei que a coisa começa, vai crescendo, crescendo, pega fogo, todo mundo gosta, coisa e tal. Depois esfria um pouco. Mais um pouco. Gela. Adeus.

O sertanejo universitário, assim como outras modas, acaba “arrastando” consigo alguns artistas que já existiam antes do rótulo. Caso dos Bee Gees com a discoteque. Sem fazer comparações,  já podemos ver duplas antigas, como Chitãozinho e Chororó, dando suas “universitadas”.

A  moda

Pode-se – guardadas as devidas proporções – comparar o fenômeno a um produto. Por exemplo: existe o chocolate em barras, certo? Aquele tradicional, que a gente vai quebrando os quadradinhos e deixando derreter na boca. Gostoso, é ou não é? 

Aí, um fabricante resolve lançar o “chocolate do momento”. Recheado com geléia de morango e rum. E coberto com nozes. Tcharam! Manda-lhe a publicidade, com aquela moça linda de lábios carnudos que parece estar tendo um orgasmo ao morder “aquela delícia”.

Prontinho. A macacada compra feito doido. Os gordinhos então, nem se fala. Novidade doce, com chocolate, nozes e o escambau? É com eles mesmo. Nada contra gordo, por favor… mas que eles gostam de um docinho, isso é verdade.

Muito bem. Tudo que é demais enjoa. Tem um que não gosta muito das nozes, outro já fica achando que aquela geleca de morango também é meio enjoativa… adiós. Acabou-se a moda. E o que foi que sobrou? A barra de chocolate original, em quadradinhos… sacou?

O que é o sertanejo universitário

É isso aí. A barra de chocolate com uns enfeites, recheios e coberturas. Bem, há que se reconhecer que meio ao contrário. No sertanejo universitário, ao invés de enfeitar, tiraram os enfeites. É um violãozinho básico, um baixo, uma batera e tamos aí.

Duplas como Zezé di Camargo e Luciano, Bruno Marrone usando até orquestras, pense bem. Entregando uma música de altíssima qualidade. Aí você vai acreditar que o futuro é só um violão? Não faça isso consigo mesmo…

Como já disse, nada contra. É legal mesmo, um negócio diferente. Quer dizer, não muito diferente. Mas é diferente. Pra quebrar o gêlo. Sacudir um pouco, mexer com mais gente.

Acho que até o nome tem a ver. Jamais imaginei um universitário (não o cantor, o estudante) curtindo sertanejo. Tempos atrás, universitário curtia só música do tipo “cabeça” (que vai do nada a lugar nenhum). Acho que era pra fingir que eles entendiam mais que o povão. Que eram mais sabidos… hãhã… 

Como é? Universitário não curte sertanejo universitário? Será, rapaz? Ah, sei lá. Nem interessa também. Eu sei que o povo tá é curtindo.

Vai-se o universitário, fica o sertanejo

Mas deixa eu explicar porque disse que você deveria ser fã de duplas e não do sertanejo universitário. diga-me uma coisa: você torce pelo Coríntians, Palmeiras, Santos, Flamengo, enfim, por um time, ou pelo campeonato brasileiro, pelo campeonato paulista… percebeu? Sertanejo universitário é um “sub-gênero-inventado”. Porém, algumas (poucas) duplas vão continuar. Sem o universitário. Só com o sertanejo. 

A única coisa que me embatuca um pouco é o nome. Sertanejo, tudo bem. Universitário é que me complica. Creio que os caras (inventores da bagaça) devem ter pesquisado bastante. Sertanejo mobral não ia pegar bem. Sertanejo primeiro grau, segundo grau. Nãããã….mmm. Vamos logo “pras cabeça”. Federal mesmo. Arrebentar. Universitário, com “deproma” e tudo.  

Bom, cultura inútil à parte, aí está a minha previsão para o futuro do sertanejo universitário. Depois não digam que eu não avisei…

About the Author Bruno

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