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Quando o casamento vai mal…

Vinte e cinco anos de casamento - Bruno GrünigÉ – deve ser – muito difícil saber o que fazer, como agir quando o casamento vai mal. Provavelmente porque antes de fazer algo é preciso pensar.

Em primeiro lugar, se você está achando que o casamento vai mal, deve perguntar-se o que, exatamente está incomodando. Em termos populares… o que está pegando. Existe um motivo real, tão forte assim que lhe diga que está tudo errado?

Deixe-me contar um história…

Certa vez – anos atrás – tive uma (uma das) briga – discussão – com minha mulher. Daquelas que logo depois a última pessoa que você quer ver na sua frente é o cônjuge. Manja? Daquelas que dá vontade de chutar o pau da barraca, mandar tudo às favas. POis é… eu fiquei desse jeito aí. Brabo que nem um cajú azedo.

E o que foi que eu fiz? Não me lembro exatamente, mas sei que saí de perto da adversária. Fui dar uma volta, tomar uma gelada no boteco, algo assim.

O mal estar durou uns três dias. Devagar, a coisa foi esfriando. Uma risadinha aqui, um comentário ali… pronto. Tudo acabou em pizza. Bom… não exatamente pizza, mas acabou bem legalzinho.

Depois que tudo clareou, que tudo estava bem, pela primeira vez eu refleti no acontecido. E qual não foi a minha surpresa quando sequer me lembrava do motivo da briga… Que coisa, não? Ah, Zé… logo quem… eu, o rei dos detalhes… não me conformei. Forcei e forcei a memória, mas nada me vinha. Então resolvi ir mais adiante. Perguntei à fera. É… podia ter recomeçado tudo de novo, mas eu arrisquei. Pois ela também não sabia, mas pra não dar o braço a torcer, mandou um genérico do tipo: “a gente brigou porque você é um cavalo…”. E ela não estava nem brava mais. É… ela não lembrava do motivo. Nem eu.

O que foi que isto me ensinou? Que na maioria das vezes, uma coisinha à toa dá origem a uma discussão. É um prato sem lavar, o sapato largado na sala, o cortador de unhas que ela catou e não devolveu (em vinte e cinco anos eu já comprei uns trezentos…). E aí é…

Quando o casamento vai mal… vai mal mesmo?

Vai nada. Na maior parte das vezes, aquela coisinha à toa é só isso mesmo. Uma coisa à toa. Que deveria ser relevada. Ah, sim… relevada antes que a discussão tome maiores proporções. Porque o “motivo” pode ser quase nada, mas os desaforos e maldades que falamos durante uma discussão… estes machucam, destroem.

Em meu livro “25 anos de casamento“, eu falo mais disso. Acredite… você não é um anjinho. Ninguém é. Nós somos malvados por natureza. e na hora da raiva, dizemos coisas terríveis. Queremos magoar, machucar mesmo. Para que o outro perceba que é culpado. É verdade… nós fazemos isso. Não deveríamos, é claro, mas fazemos.

Então, o negócio é aprender a conviver. É fácil? Eu garanto que não. É muito difícil. Mas não é impossível. Aqui estou eu… mais de vinte e cinco anos de casamento. Foi tudo lindo, coisa e tal? O escambau que foi… Foi mesmo de lascar, e continua sendo. E eu dou graças a Deus por ser assim, porque senão perderia a graça.

Uma das coisa que eu aprendi a duras penas, e está em meu livro também, é que muitas vezes as pessoas se casam com um propósito errado. O de ser feliz. Parece brincadeira? Mas não é. Preste atenção e pense…

Tudo pode dar certo num casamento se cada um se casar para fazer o outro feliz. E não o contrário. Quando você se casa para ser feliz, já cria uma enorme expectativa e responsabilidade na outra pessoa. A qual, uma vez não satisfeita… já viu, né? Ao passo que cada um assumindo o compromisso de fazer o outro feliz… nem é preciso explicar, certo? Aí já não há expectativas, cobranças.

Por isso quando você achar que o seu casamento vai mal… pense um pouco mais. Aliás, pense muito mais.

Saiba mais sobre o eBook Vinte e cinco anos de casamento – onde foi que eu errei?

 

 

 

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