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Quando o cachorro boxer é moleque…

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É bem engraçadinho, não é mesmo? Um filhote de boxer. Bonitinho, coisa e tal. Você dá um banhozinho com aquele shampoo cheiroso, passa aquele talquinho… uma beleza!

Hora de trabalhar. comida de cachorro custa cara. Veterinário também. Você dá um adeuzinho para o filhotinho que – coitadinho – vai ficar solitário o dia inteiro. Na verdade, está com mais dó é de você mesmo, pois queria ficar por ali, curtindo seu novo amigo…

Mais tarde acaba descobrindo que deveria ter ficado.

Dia de trabalho acabado, hora de ir embora. Não sem o happy hour no boteco da esquina. O seu filhotinho pode esperar mais um pouco.

Oito horas da noite, você chega cansado em casa, coloca o carro na garagem, não sem antes ter dado uma olhadela em volta, na rua. Sempre é bom… tem ladrão saindo pelo ladrão.

Agora sim. Hora de alimentar seu bichinho, brincar com ele um pouco e… oh, boy!

É claro. Você não podia deixar o teu precioso e indefeso cãozinho do lado de fora. Poderia fazer frio. Ou muito calor. Ele poderia fugir, machucar-se, ser picado por uma aranha, arranhado por um gato malvado, tomar chuva, ficar resfriado ou, pior do que isso tudo: ser roubado. Como já disse, tem ladrão…

E o que foi que aconteceu? Bem que a tua mulher falou: “deixa este animal do lado de fora ou tranque-o no banheiro…”. Mas você, nada. Resolveu deixar o pobre animalzinho livre feito um pássaro. E ele mastigou a casa toda.

Você olha pra ele. O rabinho balança (semana que vem vai ser decepado… o rabo), os olhos brilham. Ele está orgulhoso. Não deixou bosta nenhuma na casa sem ter sido mastigado.

Há uns três rolos de papel higiênico dando voltas pelo corredor, cozinha, fora os pedaços mastigados espalhados. As almofadas novinhas que tua mulher (que está para chegar…) comprou em cinco vezes sem juros, não possuem mais recheio. Nem capa, nem nada.

O braço do sofá está meio esquisito, retorcido. Ai, não! O encosto também. O malvado não conseguiu arrancar pedaços do sofá, mas literalmente fez o pobre mudar de forma.

Na cozinha o estrago não foi tanto. Algumas caixas de biscoitos da despensa detonadas, conteúdo espalhado e mastigado por todo o chão. O que é aquilo ali no canto? Vômito. É claro. O infeliz comeu recheio de almofada, papel higiênico, papelão e biscoito!

Você começa a limpar a sujeira (a mulher está quase chegando, cê vai se lascar…). No meio do caminho lembra de verificar os quartos. E verifica que ainda não tinha visto nada.

Aquela colcha que cobria a cama, que tua mulher comprou por oitocentos contos, em três vezes (e só pagou a primeira ainda), está completamente… (você dá uma verificada, por descargo de consciência)… é… completamente  f… estrumbicada. Já era.

O travesseiro da tua mulher foi pro vinagre também, com fronha e tudo. No lugar do travesseiro há um montinho de cocô. Uma olhadinha no relógio te diz que a malvada está quase batendo por ali. A esta altura, você já sabe com certeza que vai se ferrar feio. Não tem jeito de arrumar aquilo.

O filho-de-uma-égua responsável por aquela merda toda, além de tudo ainda fica te seguindo e mordendo a barra das tuas calças. Com raiva, você dá um puxão. Um pedaço do tecido fica na boca do cãozinho. Três vezes no cartão…

Quando já ia saindo do quarto, você tropeça em alguma coisa. É a sandália preferida da tua mulher. Que não tem mais as tiras. Que ela comprou em… ah, deixa pra lá. Olhando um pouco melhor, você descobre o pior. TODAS  as sandálias caríssimas daquela pessoa que vai chegar em apenas cinco minutos estão literalmente arregaçadas, sem tiras, em fiapos.

Tarde demais. A porta da frente se abre e você vê o algoz. Segurando o cachorrinho entre os braços, você diz:

– Não fui eu!

About the Author Bruno

18 responses to “Quando o cachorro boxer é moleque…”

  1. Sthephane says:

    Ai, eu ri demais com isso. O meu ainda é filhote, espero que ele não apronte tanto. ^^

    • bruno says:

      Olá, Sthephane. É… ri agora. Você espera que ele não apronte. Saiba que geralmente cachorros não concordam muito com nossas esperanças. Você tem sandálias caras? Então já sabe… grande abraço.

  2. Guilherme says:

    EH! muta conhecidencia meu cachorro BOXER tambem e se chama MAX tambem ele tem um ano, que engraçado né? quando eu vi que o seu era max eu ri muito, ainda mais destruidor, tinha que ver o meu no dia que meu deixou ele solto e agente saiu… estragou varias bonecas da minha irmã, detonou meu chinelo caro, minhas roupas caras, da minha mae e do meu pai, so meu irmao se livrou caramba… foi um estrago total. SAUDES para vc e seu cao.

    Guilherme.

    • bruno says:

      Olá Guilherme. Obrigado pela visita e comentário. Um cachorro da raça boxer e ainda com o nome de Max, não pode haver dúvida: é doidinho. Experimente deixar uma sandália daquelas havaianas por perto. Ele vai morder a tira bem naquele lugarzinho onde ela vai pra baixo. Aí a bichona fica lá. Você vai calçar e o pé vaza para o outro lado. Um grande abraço.

  3. Lucas says:

    Velho! Que comédia! hehehe
    Realmente cachorro filhote é mordida ininterrupta! E AQUELES DENTINHOS FINOS!
    O meu quando era pequeno eu besta deixava dormir do lado de fora! Resultado, os gatos sem mãe nem pai da vizinhança vinham de noite importunar ele e ele teve medo de gato que só foi passar lá pra os dois anos de idade! Mesmo pesando 10 vezes mais que um gato!
    O pastor a gente trancava no banheiro forrado em jornal com o medo injustificado do boxer comê-lo! Resultado: toda manhã um quilo de fezes no chão e ainda por cima tive que enfrentar uma crise de ciúmes do boxer porque não dava mais atenção a ele e só pra o outro! Sério! Eu lembrei que ele existia um dia, fui brincar com ele, ele friamente virou a cara (um boxer!). Como eu insisti em fazer carinho nele ele muito calmamente se levantou andou pra longe e se deitou!

    No fim, eu e meu pai, cansados de limpar tanto cocô, resolvemos juntar os dois pra ver no que dava, e vimos mais um lado excepcional do boxer: ao soltarmos o pastorzinho Tupã, de cerca de 2 meses, junto do boxer, aquele cachorro truculento, que pra dar um “oi, bom dia!” consiste em pular em cima de nós com a delicadeza de um jogador de futebol americano, tratou o pequeno como se fosse uma peça de cristal! Lambia-o e cheirava-o quase sem encostar, pra não quebrar, e andava como se houvessem ovos no chão (na verdade se houvessem ovos ele não daria a mínima, quebraria e sugaria tudo, inclusive a casca, mas você entende o que eu quis dizer)!
    Uma cena linda! Tarde da noite a gente abriu a porta pra ver se estava tudo bem e lá estava um dormindo aconchegado no outro, uma coisa fofa de se ver.

    • bruno says:

      É verdade, Lucas. O boxer é uma verdadeira criança. O meu conviveu anos com dois gatos. Se você quer saber, uma tranqueira dum gatinho siamês tomava o lugar dele dormir. E el dormia no chão. Às vezes eu ria. Outras vezes tentava encorajá-lo a dar um chega pra lá no gato folgado. Mas que nada. Era o amigo dele. Obrigado mais uma vez pela contribuição. Abraço.

  4. Carlos says:

    Pessoal!! o meu ta com uns 4 meses e ta desses jeito!! será que isso(molecagem) passa!? o bicho é muito atentado!! hehe

    • bruno says:

      Olá Carlos. Vai ficar um pouco pior… brincadeira. Com o tempo ele dá uma sossegada. Mas boxer é boxer… abraço.

  5. Trícia says:

    Hehehehehehehe….tenho uma Fox Terrier de 4 meses que as vezes me deixa enlouquecida qdo sai roendo absolutamente TUDO!!! Sei que é uma fase, que passa….mas QUANDO? rsrsrs. Já perdi duas sandálias Ipanemas nisso…

    • bruno says:

      Trícia, duas sandálias é bem pouco. Estes animais são treinados pra muito mais que isso… Um abraço!

  6. Admilson says:

    que comédia a primeira história parece que esse cara esteve vigiando minha casa esses dias to morrendo de rir pra não chorar
    o cara descreveu meu filhotinho de boxer direitinhu não tem mais nada para ele destruir aqui em casa hehehehehehe
    valeu pela dramatização hehehehehehehe

    • bruno says:

      Olá Admilson. Viu como é? Igualzinho… são umas crianças muito, muito levadas. Na hora da bagunça não é muito engraçado. A gente chega a querer dar “uma coça” no bicho. Mas depois é engraçado demais! História de verdade pra gente contar, é ou não é? Um grande abraço e boa sorte com a fera!

  7. bruna says:

    olá, tenho um boxer que está com 45 dias ela é maravilhosa. muito carinhosa, e ja está destruindo os ursinho que dei pra ela, mais depois desta história vou cuidar para não deixar nada ao seu alcance, hehehe ela é uma verdadeira companheira!!!

    abraçosss

    • bruno says:

      Legal, Bruna. É… não deixe aquela sandália caríssima bobeando. Será destruída sem piedade. Um grande abraço.

  8. Conceição says:

    Tenho dois boxers, Thor e Baruk. Eles são irmãos da mesma ninhada e tem 2 anos e meio. Continuam moleques, quando pequenos abriram a geladeira e comeram tudo o que tinha dentro, tudo isso em alguns minutos de distração. Hoje ficam no quintal e destroem todas as plantas, cadeiras e bancos do jardim(não conseguimos ainda ter um jardim), adoram cavar buracos e se deitar neles, roubar as roupas que estão no varal e rasgá-las completamente brincando de cabo de guerra. São adoráveis, carinhosos e manhosos, não conseguimos ficar com raiva deles e eles sabem disso. Os dois se completam e se encorajam nas traquinagens. Os carros estão todos arranhados porque um sabiá resolveu descansar neles e todos os dias eles tentam pegá-los. O amor que temos por eles é imenso, eles nos conquistam todos os dias com um olhar que só vejo em um boxer. Os seus latidos são como palavras e já reconhecemos as diferentes mensagens que querem nos dar. São eternas crianças. São maravilhosos.

    • bruno says:

      Olá Conceição. Você, além de gostar muito dos seus boxers, escreve muito bem. quase escreveu um artigo aí… Caso queira mesmo fazer isto, entre em contato. Um grande abraço.

  9. Conceição says:

    Agradeço o seu comentário. Além de dar aulas, tenho um site que toma todo o meu tempo. Foram os nossos filhos cachorros, como eu e meu marido chamamos Thor e Baruk, que me inspiraram.

  10. Bruna says:

    Queria contar uma história que se passou quando eu era um pouco menor.. Meu avô tem um cão desde aquela época, o Rex. ele é mestiço de pastor alemão, rottwiler e boxer. O danado é a sapequice em cão. Desde pequenino apronta todas. Naquela manhã, eu havia dormido na casa de meu avô, adoro quando faço isso, é bem divertido, havia trocado de roupa, escovado os dentes, tomado café, coisas matinais, e decidi que ia ver o cachorrinho, que tinha 7 meses. Chegando lá, me deparei com a bota “campeira” do meu avô, ou melhor, os restos mortais dela, depositados na frente do portão, junto com um belo e fedido presentinho, onde o que foi comido dela, estava lá, m, onde ela costumava ficar. Apenas pensei que o safado tinha atacado de novo.
    – Rex? – gritei pro pátio, nadinha, nem mesmo um siquer latido.
    Resolvi dar uma voltinha. Encontrei meu avô que me pediu para despejar o lixo, aceitei, claro. Quando fui jogar naquela caixa de lixo, adivinhem.. o cão estava lá, bem belo e relaxado.
    Quando me viu, se levantou num pulo e saiu correndo. Tentei acompanhar ele, mais era bem mais rapido que eu.. no fim eu resolvi desistir. Noutro dia, eu me levantei e fui procurar meu avô, e lá estava ele brincando com o cão, Rex, por sua vez, estava revesando entre morder e fugir. Chamei ele e fiz carinho. No fim de tarde, o peguei escalando o muro.. o bicho não dá folga!

    Até hoje ele é assim, senão pior.. as vezes me dá raiva.. mas como não amar??

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