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Os mandamentos de Jesus

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Os mandamentos de JesusQuase todo aquele que já leu um pouco a bíblia, ou já foi a uma igreja, sabe que existem dez mandamentos. Até mesmo quem nem se importa com a palavra de Deus. Mas mesmo para aqueles que vão à igreja, por um motivo ou outro, acabam esquecendo-se de algum mandamento.

Os dez mandamentos são bastante específicos e ao mesmo tempo genéricos. Citando alguns: “não matarás”, “não roubarás”. O homem, em sua infinita maldade, acaba conseguindo meio que “dar a volta” em frases deste tipo, assim como o faz com as leis. Aí entram desculpas e justificativas, circunstâncias e assim por diante.

Ao longo de minha vida, tenho ouvido as mais esfarrapadas desculpas para tudo quanto é atitude. As pessoas, ao invés de reconhecerem seus erros, sempre arrumam uma justificativa. Por exemplo, ao perceber que alguém está infringindo uma lei de trânsito, às vezes digo: “e se a polícia te pegar?”. Muitas vezes, a pessoa diz: “aí eu digo que…”. E lá vem a desculpa que planeja dar ao policial. Já prevendo – se razão alguma – que o policial seja como seus amigos, que ouvem suas desculpas idiotas e não dizem nada, para não magoar…

Por estas e outras, acredito firmemente que não é preciso decorar e ficar escarafunchando os dez mandamentos. O ser humano sempre vai pensar desta forma: “ah… chegar na hora, digo a Jesus que…”. Como se Jesus fosse um tonto que acredita em qualquer desculpa mal acochambrada. Não vai adiantar, é claro.

Os mandamentos de Jesus

Jesus, provavelmente por ter passado por situações deste tipo, nos deu dois mandamentos:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas – Atenção: nada de interpretações. Todas as coisas inclui mulher, filhos, família, trabalho, pastor, padre, bispo, papa. Tudo. Sim, porque algum espertinho pode querer dizer: “ah, mas a minha família não é uma coisa…”. O mandamento é este: “todas as coisas”, inclui qualquer coisa em que nossas pobres cabeças possam pensar. Sem desculpa. Deus vem em primeiro lugar.

2. Amar ao próximo como a ti mesmo – Atenção de novo: não dá pra escolher o próximo. Escolher como “próximo” aqueles que amamos é fácil. Nada disso. Próximo é todo e qualquer ser humano. Ponto final.

E os outros mandamentos, onde ficam?

Muito bem. E onde ficam os outros mandamentos. Simplesmente embutidos nestes dois. Se você ama a Deus e ama ao teu próximo, vai roubar, matar, adulterar, desonrar? Não, claro que não. Pode esquecer o resto. Pratique estes dois e estará bem. Falando assim parece fácil, não é? Não é fácil, eu sei disso, porque sou um ser humano também. Temos o pecado em nossa natureza. Por isso Jesus morreu por nós.

De mais a mais, estes dois mandamentos têm ainda uma grande vantagem. Não possuem negativas (não faça isso, não faça aquilo…). O cérebro humano tem a tendência de ignorar a negativa. Então quando se lhe diz “não roube”, o cérebro automaticamente elimina o não e aí… fica ruim. com os dois mandamentos de Jesus este problema é eliminado.

O primeiro mandamento é supostamente mais fácil. Amar a Deus. É fácil. Deus é bacana e tudo mais. Criou a gente, coisa e tal. Não vive nos atazanando, como aquele vizinho chato que faz uma barulheira danada quando a gente quer dormir. Não vive pegando no nosso pé, como o chefe que parece que tem o rei na barriga. Não… Deus é legal, então dá pra dizer que a gente ama a Deus. Na prática, a história é diferente, mas deixemos isto para outra ocasião.

Amar o próximo é fácil?

O problema sério mesmo é amar o próximo. Aí o bicho pega. Acredite, é muito, muito difícil.

Às vezes a gente se acha muito bacana, porque tem dó das criancinhas que morrem de fome. Ou porque simpatiza com um determinado grupo supostamente inferior, que é discriminado. Ou porque ora pelas vítimas do Bin Laden. Ou porque… isso e aquilo.

Mas pegue a parte difícil da coisa e tudo fica diferente. Responda rapidamente: ao vender um carro você menciona todos os defeitos ao comprador? Não minta para si mesmo. Você fica calado e deixa que ele descubra por si mesmo. Afinal, é assim que se vende carro, é ou não é? Nesta hora, você acredita estar amando o comprador do carro? Se acha que ama assim mesmo, porque está prejudicando a pessoa, vendendo-lhe gato por lebre? Eu vou lhe dizer porque.

Deixe de fazer o que “todo mundo faz”

Eu cansei de ver mundo afora atitudes erradas serem “validadas” porque “todo mundo faz”. Ora, quem foi que disse que algo é correto “porque todo mundo faz”? Muito pelo contrário. Se compreendemos o ser humano como pecador, na maioria dos casos o que “todo mundo faz” é errado e não certo.

Se você conhece Jesus pelo menos um pouco, troque esta atitude por outra. Passe a pensar não naquilo que “todo mundo faz”, e sim naquilo que Jesus faria. Imagine Jesus vendendo um carro. Acredito que ele colocaria um preço justo no carro, considerando seu estado, e diria ao comprador: “olhe, os freios não estão muito bons, é preciso verificar… os pneus são recauchutados e eu acabo de consertar uma batida no paralama direito…”. Se você acha que não deve fazer isso porque perderia dinheiro na venda, pense melhor. Jesus tem muito mais para você do que alguns míseros reaizinhos.

Aposto que você deve estar se perguntando: “esse cara escreve, fala e tal… mas faz o que prega”? A resposta é: sou suspeito para falar de mim mesmo, mas suficientemente inteligente para não falar bestagem da boca pra fora. E assim como todos os outros seres humanos, tenho minhas falhas. Senão seria o único a não precisar de Jesus. E confesso que preciso de Jesus desesperadamente. E você também.

O que sempre procurei fazer na minha vida, é não espelhar-me em pessoas. Porque vi pessoas falharem. Porque iria querer imitar quem falha? Desta maneira, consegui criar alguns bons hábitos como o mencionado acima. Prefiro perder dinheiro na venda de um carro do que enganar outra pessoa. Não há sequer uma pessoa da qual eu guarde mágoa, rancor, ódio. Mesmo aos que supostamente me fizeram mal. Já é alguma coisa, certo? Minha natureza pecadora se faz presente, mas já não tem tanta força. Evidentemente, em outras áreas meu comportamento pode não ser tão bacaninha assim. Então procuro prestar atenção e me perguntar – é sério – “você acha que isso que você fez está certo?”. É – na minha opinião – um bom começo para ir corrigindo as coisas. 

A minha idéia é esta, resumindo: faça aquilo que estiver ao teu alcance. Eu não sou perfeito e você também não. Por isso temos em Jesus Cristo a absolvição dos nossos pecados. Mas há coisas que podemos fazer, cada qual dentro das suas limitações. Podemos dividir o que temos, podemos deixar o outro passar à frente, podemos dizer a verdade mesmo que isto nos prejudique. Não é tão difícil. E se em algumas coisas “escorregamos”, podemos nos perdoar também e tentar fazer melhor da próxima vez.  

 

About the Author Bruno

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