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O nome da música é importante?

Nome da musicaProvavelmente já aconteceu com você. Escutar uma música no radio e depois sair por aí, de amigo em amigo, cantando um pedaço – aquele que você lembra, provavelmente o refrão – para ver se descobre o nome da musica.

Isso tornou-se um lugar-comum no Brasil. Uma daquelas coisas que você pensa: “é assim mesmo”. E ninguém dá muita bola, porque afinal de contas, todos temos mais o que fazer. Não é tão importante assim. E não é mesmo. O que vai lhe acontecer se você não descobrir o nome da musica, nem do cantor, nem do compositor? Nada. Para você. para o cantor, a gravadora, o compositor, não é bem assim.

Você não consegue saber o nome da musica. Tentou um pouco, não conseguiu. O que você faz? Simplesmente abandona o assunto e vai cuidar da vida. Sem problema.

Para quem está vendendo a musica é um problema, sim. Perdeu uma venda, um fã. E ainda por cima te deixou irritado. Mas, como disse no começo, “é assim mesmo”. Mas não deveria e não precisa ser assim.

A negligência de compositores brasileiros com o nome da musica é um “defeito de fabricação”, sem dúvida.

Como deve ser o nome da música

Experimente escutar uma música americana, por exemplo. Em noventa e nove por cento dos casos, o título está no refrão, exatamente como é cantado e sempre muito bem destacado. Você escuta a musica somente uma vez e pimba! Já sabe o título. Marketing musical é o nome disso.

Compor musicas não é só inspiração. A menos que se componha por compor, só por hobby. Quem compõe para vender precisa “fabricar” um produto vendável. Muitos não gostam (os que tentam andar na contramão) do termo, mas é este: comercial. Isso mesmo. Musica comercial, feita de acôrdo com aquilo que o público quer comprar.

Música comercial – conversa fiada

Creio que muitos autores pensam assim: “se fizer o nome da musica muito óbvio, vai parecer musica comercial…”. Mas é exatamente isto! Neste caso, o óbvio é bom, não ruim. Ruim é fazer o ouvinte, fã, ficar tentando adivinhar o nome da musica.

De mais a mais esse papo de música comercial é completamente furado. Se a música é para vender, sustentar o artista, tem que ser necessariamente comercial. E fim de conversa. Quem faz música “não comercial” não vende. Pode ser “cabeça” o quanto quiser. Não vende. Ou melhor, vende meia dúzia para meia dúzia de “cabeças”. 

Brincando de qual é a música

Um programa como o “Qual é a música”, do Silvio Santos, jamais faria sucesso nos Estados Unidos. Simplesmente porque os nomes das musicas são – como realmente devem ser – óbvios. “Saltam” aos ouvidos. Silvio – inteligentemente – fez do êrro dos outros um acêrto para si.

Fazendo um aparte… aquilo era muito engraçado: “maestro, com uma nota… qual é a música?”… plim (no piano). Com uma nota???? É brincadeira… De qualquer maneira, era necessário dizer o título da música e aí é que está o problema. O negócio era difícil mesmo. Eu mesmo cheguei a ver o caboclo escutar um bom trecho da música e… nada.

Se você é – ou quer ser – compositor, adicione este ingrediente essencial às suas músicas. Título, título, título. O nome da música deve estar no refrão, em franca evidência, de preferência no primeiro ou último verso. Ou nos dois.

Em tempo: em nenhum momento aqui estou desmerecendo a qualidade de qualquer música, mencionada ou não. Um nome ruim não prejudica a qualidade da música. Somente a comercialização da mesma.

About the Author Bruno