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O meu cachorro boxer…Max

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Max já partiu desta para melhor há alguns anos. Mas deixou sua marca, como você pode ver.

Não sou daqueles dodóizinhos com animais, mas uma coisa tenho que reconhecer. Depois que um cão vira seu amigo, a coisa fica complicada.

Mesmo pessoas que dizem não gostar de animais de estimação, uma vez convivendo, acabam sucumbindo.  Não é meu caso. Sempre gostei de animais. Eles é que não gostam muito de mim. Talvez pelo meu modo um pouco pitoresco de expressar minha amizade.

A chegada de Max

Max foi quase por acaso. Um belo dia vi um vizinho chegar com dois filhotes de boxer e comecei a brincar com os dois. Cinco minutos depois estava pedindo ao vizinho que me desse um deles. Tá legal… estava quase implorando.

Mas não foi daquela vez. Aqueles dois já tinham destino. Mas consegui a promessa de um filhote da próxima cria.

Sorte minha. Ganhei um super-cachorro. Max nada tinha a ver com outros cachorros boxer que eu já tinha visto. Era um pouco maior, muito forte e tinha a parte preta do focinho descolorida. Era vermelha. Para outros ele havia nascido defeituoso. Para mim, havia nascido melhor.

O malvado cresceu rápido. Em alguns meses, já dava para perceber que o bicho era grandão, forte, atrapalhado e… malvado.

O primeiro latido

Aquele bicho era um cachorro mesmo? Nos primeiros meses eu custava a acreditar. Cachorros costumam latir. Seria preciso algum treinamento? Eu cheguei a latir perto dele, a título de demonstração, mas nada. Olhava pra mim com cara de idiota e ficava caladão. E olhe que o meu latido não é dos piores…

Cheguei a mostrar outros cães pra ele, latindo e latindo. Ele… nada. Ah, que saco! Será que ele pensava que era uma baleia? Baleias não emitem ruido, certo? Errado. Acho que elas fazem algum tipo de ruido. Principalmente quando estão afogando a treinadora…

Eis que um belo dia, eu já desistindo de tratar aquele bicho como um cachorro, ouvi algo. Apurei bem os ouvidos e sim! Era um latido. Saí correndo para espantar o cachorro que viera brigar com meu animal (até então eu não acreditava que era um cachorro, certo?).

Mas não. Era Max mesmo. Ele havia visto alguma coisa perto da casa e latira. Esperei mais um pouco. Nada. Ele percebeu minha chegada e calou a boca. Não aguentei. Apontava para o portão e atiçava:

– Pega, Max, pega!!!

Qual o quê? Ele ia até o portão, voltava e olhava para mim, balançando aquele toquinho de rabo que o veterinário cortou curto demais.

– Ah, vai te danar – fiquei brabo mesmo – seu filhote de ornitorrinco!

Mal entrei em casa, ouvi novo latido. “Não pode ser – pensei – esse filhote de qualquer coisa tá é brincando comigo”. Saí de novo. Olhei para o meio do quintal. Lá estava ele, sentado, olhando para o portão.

Seja lá o que for que havia por ali, do outro lado do muro, era o que eu precisava. Era o motivo do latido. Já disposto a sair e ver o que era, a coisa aconteceu.

Um garoto passou perto do portão e zás! Latidos. Provindos da garganta daquilo que eu já imaginava ser um ET.

Aí sim, o bicho desencantou. Latia pra valer.

Eu pude então dormir sossegado. Max era um cachorro. Agora eu já podia ser acordado de madrugada pelos seus latidos e pensar: “é apenas meu cachorro”.

Funcionou – psicologicamente – bem na primeira semana. Na segunda, lá estava eu tentando ensinar Max a latir só de dia…

                                                                                                          informações sobre o cachorro boxer aqui

About the Author Bruno

14 responses to “O meu cachorro boxer…Max”

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  2. Ana says:

    Acho que quem tem boxer acaba em uma “disputa” para contar qual cachorro apronta mais!!! Adorei as suas histórias. Tenho uma filhotona (8 meses) e depois da “raiva” quando vejo o que aprontou só dou risada (sem ela perceber!). É realmente uma diversão te-los conosco, a interação é ENORME!!!! Parabéns pelas histórias!

    • bruno says:

      Olá Ana. Obrigado pela visita e pelos elogios. É… estes bichos rendem bastante história. Espero publicar mais em breve… grande abraço.

  3. hugo says:

    bruno,muito boa sua historia com o max.Tenho uma boxer de dois meses e ela tambem e bem bagunçeira e linda e claro

    • bruno says:

      Olá, Hugo. Rerere… espero que ela não repita as façanhas que eu andei relatando por aqui. Mas cachorro novo é assim mesmo. Abraço.

  4. […] « O meu cachorro boxer…Max Um boxer que deu azar… » […]

  5. marta says:

    Minha boxer é a jade….
    que infelizmente esta com tumor no sangue sofrendo, meu marido quer sacrificá-la, eu não consigo, pq lembro de cada dia nesses 9 anos junto com ela,cada brincadeira, cada traquinagem e malcriação…
    pq esta raça tão linda e brincalhona sofre tanto qdo idosa….

    • bruno says:

      Olá Marta. Meu amigo Max durou dez anos. Acredito plenamente em você. É duro. Só quem sabe o que é a a amizade entre um cachorro e uma pessoa entende. Mas tem uma hora em que isso tem um fim. Meu amigão Max foi sacrificado também. Agora você precisa pensar mais nela do que em você. Aliviar seu sofrimento. Fácil não é. Mas é necessário. Um abraço.

  6. Claudia Aniela says:

    Tenho uma boxer de 7 meses e sou completamente maluca por ela! Alegrou minha casa, tornou a rotina mais leve.

    Descobri seu blog por acaso, mas já sou fã de seu senso de humor! Adorei, eu e meu marido demos boas gargalhadas lendo as peripecias caninas!

    • bruno says:

      Olá Claudia. Sete meses, hein? Já deve ter passado por poucas e boas. Não se preocupe, um boxer é criança a vida inteira. O meu amigo Max, com dez anos ainda fazia coisas como correr de um lado para outro por minutos, sem parar. Ai de quem ficasse no meio do caminho! Tenho certeza de que a sua boxer irá não só tornar sua rotina mais leve, como também será uma grande companheira. Um grande abraço.

  7. Lucas says:

    O meu boxer também é assim. Nunca late.
    Quando saio na rua com ele, os outros cachorros latem pra ele, mas ele nem aí. Não dá ousadia. Se o cachorro for inamistoso e chegar muito perto latindo ele fica numa posição assustadora, como quem diz “venha!” mas não emite nenhum ruído. Se o cachorro for amistoso, aí eles ficam se cheirando.
    Em casa normalmente também não late. Mas emite muitas bufadas, e outros sons engraçados com o nariz.
    A única ocasião em que late é se vê alguem estranho passando muito perto do portão e ele está preso láá atrás no quintal e não pode checar mais de perto. No mais, silêncio total.

    • bruno says:

      Acho que é pra não perder tempo. Pra que latir quando se pode logo dar uma mordida? Abraço, Lucas.

  8. marcos says:

    cara eu só sei ser engraçado(eu acho) mas vc sabe ser engraçado e escrever ainda, parabéns

    • bruno says:

      Olá Marcos. Obrigado, um elogio de vez em quando não faz mal a ninguém. Saber que fiz alguém sorrir me dá muito prazer. A vida já é bastante dura, de vez em quando é necessário rir um pouco. Não se preocupe em saber escrever. Faça as pessoas rirem falando mesmo. É bom demais. Um grande abraço.

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