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O mau uso das redes sociais

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redes sociais boatosRedes sociais tornaram-se populares. Até aí… morreu o Neves. Porém, o mau uso das redes sociais é o que tenho visto, mesmo não sendo um grande participante destas redes.

Muita gente anda considerando como “certo” o que se veicula nas redes sociais, e como “errado” o que é veiculado na TV, revistas e jornais.

Na minha opinião, esta atitude chega às beiras da insanidade.

Ora… um canal de TV, uma revista, um jornal, pode até ser tendencioso, omitir algo. Ou até mesmo acrescentar. Mas é preciso ser muito ingênuo para acreditar que um “sei lá quem” nas redes sociais possui um instrumento mágico que lhe proporciona alcance imediato e confiável à verdade.

Eu disse “é preciso ser muito ingênuo”? Desculpe… na verdade nem eu mesmo creio nisso. O mau uso das redes sociais vai mais longe. E o caso – na verdade – creio que não é ingenuidade.

Acontece que oportunistas fabricam “notícias” que vão exatamente de encontro ao anseio das pessoas. Esclarecendo: falam exatamente aquilo que as pessoas querem ouvir. E por mais que você grite a verdade na cara da pessoa, esta continua cega. Ela quer acreditar.

E quanto mais compartilhamentos tem um determinado tópico, mais ele se torna “verdadeiro”.

Os fabricantes de “notícias” são antenados. Utilizam temas atuais, que estão na midia e fabricam lá o seu lixo. Distruibuem e… voilá! O usuário – ávido – consome e compartilha, satisfeito. E ainda acredita que “fez um bem à humanidade”, compartilhando algo “tão importante”.

Onde nasceu o mau uso das redes sociais?

Por estranho que lhe possa parecer, não foi na internet. O fenômeno – se é que se pode chamar assim – remonta aos tempos em que computador era palavra desconhecida. O boato.

Eu costumo dizer que já nasci desconfiado. Exagero. Creio que ao longo da minha vida aprendi a “filtrar” informação. Sim, é claro, já fui enganado, quem não foi? Mas aprendi a detectar – o que não é muito difícil – sinais de que um informação não é verdadeira. Ou que – no mínimo – está distorcida.

Por exemplo: é bom demais pra ser verdade. Um enorme sinal de que… provavelmente não é verdade.

Um boato famoso que correu várias vezes no passado é um exemplo clássico:

Do nada, alguém chegava e perguntava se você não estaria interessado em comprar um carro quase zero, por um preço ridículo. Acontece que o dono do carro havia chegado ao prédio em que morava – no carro – e estacionado na garagem. Mas sem ter tempo de sair do carro, havia morrido ali mesmo, sentado ao volante. E agora sua viúva estava vendendo o carro pelo preço de meia dúzia de bananas. E – duro de acreditar – não conseguia vender, porque ninguém queria um carro em que alguém havia morrido. Desculpe… ninguém uma ova. Eu queria, sem o menor problema.

Nas duas vezes em que me vieram com essa história, eu nem pensei duas vezes: “Me dê o endereço, o telefone, que eu quero o carro” – disse eu.

É evidente que o infeliz espalhador de boatos não tinha endereço nem nada. Simplesmente porque aquilo era apenas um boato, é claro. Mas diante da minha insistência, veja só a reação… a pessoa ainda ficava brava porque eu não acreditava. Batia o pé, dizendo ser verdade. E eu – malvado – cobrando o endereço, o telefone.

Mas… naquele tempo, estes boatos não tinham maiores consequências. Porque as palavras quando apenas faladas, se perdem no ar. E tudo volta à normalidade. E não havia tanto alcance, como hoje, com a internet. Com as redes sociais e seu mau uso.

Mesmo com poucos “amigos” no Facebook, tenho me deparado com cada disparate de fazer arrepiar os cabelos de qualquer mortal. Coisas estúpidas são tomadas a sério por pessoas supostamente esclarecidas.

Nas manifestações “passe livre” ( ou lá que nome tenha) então… Valha-me Deus! Um festival de boataria. Mas a coisa foi e continua indo, muito além da boataria. Parte para a baixaria. As pessoas compartilham ofensas do mais baixo calão a figuras públicas. Utilizam-se da imagem de pessoas importantes para espalhar seu lixo. Distorcem completamente a verdade, através de quadrinhos fabricados às pressas. E as pessoas consomem e consomem. E passam adiante. Uma verdadeira corrente de merda, com perdão pela expressão.

Um exemplo é a colocação de “cartazes” nas mãos de pessoas importantes, demonstrando apoio à manifestação passe livre. Custa-me crer que alguém acredite naquelas montagens. Sim, porque se compartilha deve acreditar, pois não? Ou talvez nem acredite, mas “não custa nada passar pra diante, certo?”. Custa sim… aumenta a corrente de merda.

Confesso que eu era meio “cabreiro” com a utilização das redes sociais, principalmente o Facebook, para aquelas coisas como mostrar o prato que foi degustado pela família no domingo e outras amenidades. Agora… com o mau (péssimo) uso das redes sociais, creio que estou pedindo por favor… mostrem mais pratos, videos das criancinhas… e parem de espalhar lixo.

 

 

 

 

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