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O cachorro conhece você

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cachorro boxer

Muito se fala a respeito do faro dos cachorros. Há gente que sabe disso por ler, ouvir e falar. Outros sabem por experiência. Caçadores, por exemplo. Mas como eles têm fama de mentirosos (caçadores, não cachorros)…

Gente da cidade dificilmente tem uma oportunidade para verificar esta qualidade dos cachorros. Nós simplesmente nos limitamos a “curtir” o bicho, alimentá-lo e por aí afora.

Meu cachorro boxer, Max, deu-me algumas raras oportunidades de comprovar que o faro do cachorro é muito mais apurado do que se pensa. Aqui vão duas delas.

O cachorro dedo-duro

Certa vez viajei para outra cidade a negócios, por uma semana. Minha esposa ficou sozinha com Max.

Resolvi fazer então uma surpresa, voltando sem avisar. É… pode ficar aí pensando que eu estava desconfiado da minha mulher. Mas não é nada disso. Ou é, sei lá. Digamos que eu queria testar o faro do cachorro boxer (essa é que ninguém vai engolir…). Deixemos os detalhes pra lá.

Acontece que vim de ônibus e a rodoviária ficava longe de casa. Mas o ônibus saía da rodovia bem perto do meu bairro. Pedi ao motorista e ele lá me deixou. Pude então ir a pé para casa.

Minha casinha ficava nos fundos, com um comprido corredor que chegava até ela. Era de tarde e minha mulher estava sentada à varanda, com Max ao seu lado.

Minha esposa reparou que de repente Max levantou-se, apontando o focinho para o ar, em estado de alerta. Ela olhou, olhou e nada viu. Ele costumava fazer isto quando algum gato ou pássaro aproximava-se.

Logo, o cachorro correu para o portão. Em alguns segundos, lá estava eu.

O dedo-duro me cheirou tão antecipadamente que daria tempo de avisar o Ricardão. Se houvesse um, claro.

Pelo tempo que demorei a chegar ao portão, a distância em que eu me encontrava quando Max deu os primeiros sinais, é assombrosa. Ainda mais contando-se que havia muro, árvores e tudo mais. Talvez o vento estivesse a favor, sei lá. Mas que o bicho sentiu minha chegada, sentiu. E eu nem caçador sou, pra inventar uma mentira assim…

Saudade

Numa outra viagem, desta vez junto com a mulher (rerere…), deixamos Max com meu irmão. Ficamos muito tempo fora, mais de um ano.

Uns seis meses depois que partimos, mandei um envelope grande com alguns presentes para meu irmão e família.

O carteiro não conseguiu colocar o envelope na caixa de correspondência e fez a besteira. Jogou o envelope no quintal. Tudo o que lá aparecia era devidamente destruido pelo cachorro. E não havia ninguém em casa.

À noite, quando meu irmão chegou, encontrou Max deitado, com o focinho perto do envelope, que estava intacto. Quando percebeu a chegada de meu irmão, Max olhava para ele e cheirava o envelope.

Ao ver o remetente, meu irmão não pensou duas vezes. pegou no telefone e me ligou. Para elogiar meu excelente cachorro boxer que, depois de seis meses sentiu meu cheiro num simples envelope. Ele sabia que aquilo não era para morder, destruir. Era para guardar…

Portanto, preste atenção ao seu cachorro. Boxer ou não. Ele tem um ótimo faro. Se farejar algo e latir, pode estar te avisando de algo. Ou não. Pode ser apenas exercício farejístico (essa eu inventei agora…).

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O meu cachorro boxer Max

                                                                                                  informações sobre o cachorro boxer aqui

About the Author Bruno

8 responses to “O cachorro conhece você”

  1. juliana cardoso says:

    oie,nunca ri tanto lendo a materia!!!!!genial,original e divertidissima!valeu,pois tenho 2 boxers.

    • bruno says:

      Legal, Juliana. Mande a foto dos teus boxers que eu coloco aqui. Obrigado pela visita. Volte sempre, pois vai ter mais…

  2. andreia says:

    tenho um boxer de 2 meses ele me da muito trabalho não obedece de jeito nenhum não anda na rua com coleira só anda solto mais não anda do meu lado é muito rebelde . não sei mais o que faço .

    • bruno says:

      Olá, Andreia. É, esses caras são terríveis. Melhor contratar um treinador, se você não tem experiencia para treinar o cachorro. Um bom treinador coloca o bicho na linha. Se você deixar o cachorro no comando, vai sofrer. De qualquer maneira, a idade influencia muito. Com o tempo, vão diminuindo as molecagens. Um grande abraço.

  3. Lucas says:

    Olá, amigo! Adorei a crônica do vira-lata! Muito boa!
    Se me permite vou até copiar e encaminhar por email pra meus amigos rirem também!
    Eu também tenho a sorte de ter um boxer, e sobre essa questão do faro, eu também tenho dois casos engraçados:
    Um é que sempre que eu ia na casa de um amigo que tivesse cachorro e brincasse com ele, quando chegava em casa, Collin começava a me cheirar de cima a baixo, nitidamente percebendo que eu andei “pulando a cerca”, hehe.
    O outro é que quando eu me ausentava por longos períodos (em se tratrando de cachorro 10 minutos é um longo período, mas no caso, digamos que seja uma semana) ele matava a saudade se aconchegando em minha mochila (provavelmente impregnada com meu cheiro) e eventualmente dormindo.

    E me metendo um pouco na de Andreia, se prepare! O boxer não é como o pastor alemão por exemplo ou um retriever, que obedece invariavelmente os comandos (eu sei porque tenho um pastor também, tenho um boxer e um pastor). Não, no caso do boxer há uma certa variação na vontade de obedecer a esse comando determinado nesse momento (ele sabe o que deve fazer, o problema é que nem sempre ele quer!) então, por exemplo, dificilmente eu consigo fazer ele entrar no canil sem antes uns pulos, uma corrida pelo quintal, umas bufadas, e uma série de barulhos engraçados, enquanto o pastor eu posso estar a 20 metros e apontar pra o canil e falar “vai!” que ele vai e fica esperando eu fechar a porta! Sair de dentro de casa é a mesma coisa: o pastor nem entra! a primeira vez que entrou eu disse “shhh” e ele entendeu e voltou, e depois disso pode deixar a porta aberta que ele nem liga, fica lá fora quieto. Mas o boxer! Ele sabe que é pra sair mas finge que nem ouve, olha pra mim com a cara marota, abana o rabo, dá uns pulinhos, mas nunca sai de primeira.
    Mas pra mim é uma alegria ter que negociar com ele! Vale demais a pena, você vai ver. Não é uma raça rebelde (dependendo da criação), ele protesta de forma bem-humorada. É como a criança que você tem que mandar 10 vezes dormir ou tomar banho. Uma criança de 30 quilos com uma língua de 30 centímetros e um carinho infinito!

    • bruno says:

      Olá Lucas. Passe o link para que seus amigos visitem o site, meu! Rapaz, quase não aprovo seus comentários, porque eles deveriam estar no lugar de um post. Você além de ter os cachorros e as histórias, sabe como contá-las. Muito obrigado pela contribuição. E fica aqui o convite: Se quiser mandar umas histórias e fotos, publico posts com elas, crédito para você, é claro. Um abraço.

  4. ANA says:

    Olá Bruno, adorei teu site. Tenho uma boxer o nome dela é Lua (apelido babyssaura) Consegues imaginar o porque do apelido????. Ela está com 5 meses , tem um enorme rabo (não tosam mais, pelo menos em Porto Alegre) que está sempre abanando e batendo nas nossas pernas . É super brincalhona, extremamente afetiva. Adora um colo (já está quase do meu tamanho) e muito inteligente,quando sobe na cama ou no sofá (que sabe que não deve)e me enxerga, murcha as orelhas e tapa os olhos com a pata. (como se fosse muito pequeninha e passasse despercebida) Estou encantada com a inteligência desta raça e o bom humor. Há 3 dias compramos uma casa para a moça dormir no pátio, e hoje ela dormiu na casinha pela 1 vez e sem chorar…Conto isso porque estava louca de pena de colocá-la na rua. Principalmente porque tenho um poodle micro toy com 12 anos que vive dentro de casa. Achei que ela pudesse se sentir rejeitada…Mas não !!! |Nào a obriguei, fui aos poucos a deixando mais tempo no pátio, assim ela naturalmente foi pra sua casa com seu cobertor.
    Acho que isso serve de consolo para os donos que estão fazendo esta transição com seus cachorros.
    Gostaria de saber até que idade eles crescem, e quando deixam de ser estabanados?????? Se é que deixam????
    Um abraço ,Ana

    • bruno says:

      Olá Ana. Eu sou suspeito pra falar, pois nunca criei cachorro dentro de casa. Não me parece uma boa solução. Se você criar um ambiente legal para o cachorro do lado de fora ele fica muito bem. Largar jogado é que não pode. Se ele tiver um local decente para abrigar-se e para dormir, acho que está tudo legal. Um abraço.

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