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Milagres… você já viu algum?

MilagresAlguns anos atrás, fui ao médico, para exames de rotina. O sujeito (médico) resolveu ir mais adiante, e fazer alguns exames não tão rotineiros. Exame vai, exame vem, chegou o grande dia. Aquele em que você escuta “você não tem nada”, “há algo errado”, “necessita de tratamento ou cirurgia”, ou “tá ferrado”.

No meu caso, foi a opção número três. Cirurgia. Duas. Uma só já é de lascar. Duas…

O “rei do bisturi” já queria marcar as cirurgias, coisa e tal. Mas eu resolvi adiar um pouco. Neste meio tempo, fui a outro médico, levando todos os exames (ultrasom e o escambau a quatro). Este segundo médico tinha já uma certa idade (mais de sessenta, diria eu). Olhou os exames um a um e colocando-os de lado, disse: “em primeiro lugar estes exames não servem para nada. Estão todos mal feitos. Não é possível fazer um diagnóstico através deles”.

Até então eu não sabia bem o que aquilo significava. Seria bom ou ruim?

O médico escutou a minha história, fez um exame físico, e disse: “Vá embora… você não tem nada. Não precisa sequer de tratamento. Muito menos cirurgia.”. Hoje, quase dez anos depois, sei com certeza que ele tinha toda a razão. Pois se não tivesse, eu estaria bem mal. Ou morto. Mas não estou. Estou muito bem.

Você acredita em milagres?

Milagres existem, é claro. Não tenho a menor dúvida. Mas é preciso muita responsabilidade e cuidado para sair gritando “milagre!!!”. No meu caso médico acima exposto, é evidente que eu já não tinha nada. O primeiro “médico” queria apenas ganhar dinheiro retalhando meu corpo. Isto ficou bastante evidente, porque ele (o “médico”) era o cirurgião e também dono do laboratório que fez os exames.

Portanto, nem sequer me passou pela cabeça a palavra milagre. Temos que entender que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Antes de sair espalhando por aí nossos “milagres”, precisamos examinar cuidadosamente os fatos. Como no caso descrito. Exames mal feitos. Caso eu tivesse acreditado que aquilo havia sido um milagre, estaria dando crédito a um “médico” irresponsável, que só quer ganhar dinheiro. Mesmo que tenha que fazer uns cortezinhos aqui e ali. E tem mais: se ele errou nos exames, quem garante que não cometeria uma barbeiragem na cirurgia?

Já vi alguns casos em que a pessoa fez um segundo exame e “a doença desapareceu”. “Milagres e mais milagres”. Não que se deva duvidar de todo aquele que alega ter sido um milagre. Evidentemente alguns destes acontecimentos são realmente milagres. Mas muitos não são. A pessoa simplesmente fez vista grossa para os fatos, e saiu anunciando…

Por outro lado, sempre haverá aqueles que acreditam em quaisquer relatos de milagres que lhes sejam feitos. Ora, quem iria subir ao altar de uma igreja para dizer uma mentira? Resposta: qualquer um. Somos pecadores, falhos, incompetentes… e mentirosos. Esqueceu?

Como comprovar milagres?

Já pensou que eu ia dar a fórmula para comprovação de milagres… não, sinto muito mas está em falta no momento. Não há como comprovar nada sem acompanhar de perto os fatos. E mesmo acompanhando não é fácil.

Mas um dia destes vi um pensamento que pode ajudar. Diz o seguinte:

“Um milagre só pode ser considerado como tal, se for mais difícil acreditar que o testemunho seja falso, do que acreditar no próprio milagre”

É algo assim. O que isto quer dizer? É uma máxima. Ouviu um relato de milagre? O que é mais difícil? Acreditar no milagre ou na pessoa que está relatando? Ou seja: se houver qualquer possibilidade de que aquela pessoa esteja enganada, mentindo, iludida, ou mesmo que seja doida, milagres estão descartados. Você conhece alguma pessoa de cuja boca seja impossível sair uma mentira? Eu não.

E como eu já disse, qualquer um pode mentir. Ou estar enganado. Ou ser uma daquelas pessoas que vivem “viajando na maionese”. Ou simplesmente alguém que gosta de chamar a atenção para si. Tem muito por aí. “Eu vi isso, vi aquilo, aconteceu aquele outro…”. Há pessoas com as quais “tudo acontece”, já reparou? São os “reis do depoimento”.

Há duas categorias de pessoas envolvidas com estes “milagres”. Os que gostam (e têm a cara-de-pau) de “mostrar milagres” e os que – desesperadamente – querem “ver milagres”. Já mencionei anteriormente a primeira. A segunda, tem a ver com fé. Ou melhor, falta de fé. Precisam “ver” alguma coisa para acreditar. E qualquer coisa que se lhes mostre… acreditam. Ou pelo menos fazem aquele “oooohhhh…” quando ouvem os tais “milagres”.

E os verdadeiros milagres?

Creio que os milagres já estão diante dos nossos pobres e incrédulos narizes. Deus fez maravilhas para nós e não estamos nem aí. Olhe em volta, olhe para si mesmo e verá.

De minha parte, agradeço sempre a Deus pelo meu corpo sem defeitos, minha mente sã (você pode achar que não, mas é…), pelo fato de poder falar, andar, escrever, amar, cantar, louvar a Deus. E o planeta terra, nosso mundo, onde tudo funcionaria tão bem se não fôssemos tão ignorantes. Milagres e mais milagres (verdadeiros) feitos por Deus. Mas nós queremos mais. Queremos ver “pequenos milagres”. Os grandes não nos interessam muito…

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About the Author Bruno

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