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Mensagem para Garcia

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Um dos artigos mais difundidos do mundo. Se não for o mais difundido. Mensagem para Garcia, escrita por Helbert Hubbard, em 1899, conta uma breve passagem da guerra entre Espanha e Estados Unidos, ocorrida nos idos de mil oitocentos e “nem tinha guaraná”. A data não é importante. E o que se segue é contado com as minhas palavras e com algumas adaptações. Sempre eu, tentando explicar…

Ocorre que, em meio àquela guerra, urgia ao presidente dos Estados Unidos que enviasse uma mensagem ao general Garcia que se encontrava na selva Cubana. Se fosse hoje, fácil. Celular, GPS, satélite… um abraço. Num instante a mensagem estaria lá.

Naquela época, as coisas eram um pouco diferentes. Ok… muito diferentes. Era necessário enviar um mensageiro, que deveria vencer, além da distância, todas as dificuldades de se estar em meio a uma guerra, o mar, a selva e, com certeza, algumas saraivadas de balas daqueles que não tinham muito interesse em que o tal Garcia recebesse aquela mensagem.

Alguém disse ao presidente ser o soldado Rowan o único capaz daquela proeza. Chamado o homem, o presidente apenas deu-lhe o envelope com a mensagem e disse que a entregasse a Garcia. Rowan nada disse. Apenas colocou a mensagem em uma bolsa impermeável e se foi.

Quatro dias depois, Rowan desembarcava (de um barco aberto) na ilha de Cuba. Três semanas depois, após atravessar um selva hostil, entregava a mensagem ao general Garcia.

Poderíamos pesquisar, perguntar, o que fosse, para saber como foi que Rowan fez aquilo. Mas a lição não está aí.

Não sei de que lado você está. Se é o Presidente ou Rowan. Se é quem manda ou quem obedece (ou deveria obedecer). Mas pense na atitude daquele homem, e compare com as atitudes que vemos (e temos) diariamente em nossas vidas.

Você sabe obedecer ordens?

Por exemplo: um chefe pede a um funcionário que procure saber quem fabrica e vende as melhores toalhas de banho. O que você acha que o funcionário faria? Sairia calado a empenhar-se nesta missão? Não. Perguntaria:

– Para quê são as toalhas?

– Porque precisamos das toalhas?

– Não seria melhor se continuássemos comprando as toalhas do Zé?

– Talvez fosse melhor mandar o João fazer isto…

– Onde devo procurar?

– Qual o tamanho das toalhas?

Talvez – para completar – perguntaria:

– Quem é que fabrica estas toalhas?

Rowan não perguntou nada. Saiu e foi cumprir sua missão, sem levar à loucura seu comandante e – principalmente – mostrando que assumia suas funções e não era um peso para o exército, nem para seu comandante, nem para o seu país.

Evidentemente – penso eu – ao sair da presença do presidente, Rowan foi procurar informações que o levassem ao êxito. Como ele fez isso, não vem ao caso. Como nós faremos para executar as nossas “missões” é o que importa.

Ao invés de ficarmos achando que a ordem está incompleta, errada, nos faltam dados, não deveria ser assim, e que outra pessoa deveria fazer aquilo, deveríamos fazer como Rowan. Ir à luta, buscar informações que nos levem ao objetivo, à conclusão da tarefa. Sem desculpas, sem “ah, mas você não conhece meu chefe…”. Fazer o melhor que pudermos.

Pense nisso. Quem é que nós queremos ser? Rowan ou um mero bunda-mole que só sabe dar palpites idiotas, acompanhados de sugestões estúpidas, seguidos de perguntas imbecis? Ou talvez o presidente. Mas para chegar lá, é melhor ser um Rowan primeiro. Para dar ordens, é preciso primeiro saber obedecer.

Saiba mais: siga o link para maiores detalhes.

http://www.stetnet.com.br/puglisi/Mensagem_a_garcia.htm

Ah, e pra você não ficar aí achando que eu penso que sei de tudo, vou te contar uma história. Lá para os idos anos oitentas (é oitentas sim, não oitenta), um patrão meu tirou várias cópias desta história e distribuiu entre nós, funcionários. Como sempre gostei de ler, li tudinho (coisa que a maioria do pessoal nem fez). Porém, ler não quer dizer entender. Naquele momento, pensei apenas que ele estava mandando um recado para os funcionários relapsos, categoria na qual – segundo minha própria opinião, à época – eu não me incluía.

Na verdade, o homem devia estar era de saco cheio de tanto moleque-falador-relapso (categoria em que eu – na opinião do patrão – com certeza estava incluso). Por sorte minha, e de muitos outros na empresa, o patrão tinha faro para colocar pessoas certas em cargos certos. E tinha visão suficiente para enxergar não só os defeitos, como também as qualidades de cada um. E uma qualidade eu sempre tive: saber a hora de recuar. Sempre fui contestador, cheio de idéias (a maioria de jerico, a bem da verdade), mas aprendi a conhecer aquele homem e as coisas que ele não tolerava. Aí então, como um bom idiota, somente o desobedecia às escondidas. Pobre de mim. A única coisa que ele queria, era que todos fizéssemos aquilo com que concordamos ao assinar o contrato de trabalho. Obedecer ordens sem encher o saco!

About the Author Bruno

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