Quer criar seu próprio infoproduto?

Inscreva-se e receba um minieBook para saber mais hoje mesmo!

Maconheiro saiu de moda

MaconheiroVelhos tempos aqueles em que a gente quando achava que alguém era “maconheiro”, nem ousava apontar ou falar alto. Lembro-me que quando era criança tinha uma imagem superlativa em relação à palavra maconheiro. Graças a Deus.

Ser maconheiro naquela época era – pelo menos em meu pensamento – uma coisa muito feia. Que poderia trazer problemas. Era proibido. A polícia prendia maconheiro. As pessoas não deveriam fumar maconha. Ser maconheiro era vergonhoso.

Caiu a ficha aí? Aqui sim. Leia novamente os dois parágrafos anteriores e me diga: o que foi que mudou? Bem, não sei a sua resposta, mas sei a minha. Para mim, nada mudou. Mas me parece que a sociedade mudou. A “cultura” mudou. Maconheiro saiu de moda. Fumar maconha hoje em dia é pegar leve.

Deve ser porque achavam que a maconha mata. E descobriram que não. Então foram atrás de algo que realmente causasse danos irreparáveis. Cocaína não pegou muito legal, só estraga um pouco as narinas, quando cheirada. Então o negócio foi socar o trem na veia. Nãaã… deu não. Só com overdose acompanhada de álcool. Zulú noventa graus.

Era necessário então algo mais contundente. Heroína nunca foi muito popular, sei lá porque. Talvez seja muito cara, vai saber. Mas aí… tcharammmm! Apareceu, para resolver o problema, o crack. Prontinho. Agora cada qual pode matar-se rapidamente. Não sem antes fumbecar a vida de todos que o rodeiam. Pais, tios, irmãos, amigos. 

A devastação causada pela droga

Um só drogado faz dentro de uma família uma verdadeira quizumba (como dizia um velho amigo). Eu diria – em bom português – que acaba com a família. Enquanto o infeliz não é preso ou morto, ninguém tem sossego. Ok, há uma terceira opção. Abandonar a droga. Não tenho a mínima idéia das estatísticas, mas creio que esta terceira opção é a que menos ocorre. Uma vez viciado em droga pesada, sair é quase impossível – na minha opinião.

E o que é que as famílias fazem? Já acompanhei alguns casos e o que vi é desanimador. Pais e parentes próximos fazem vista grossa. Recusam-se a acreditar que o “xodózinho” da família está usando droga. Até o momento em que a casa cai. E não é “se a casa cai”. A casa cai sempre. Na cabeça dos familiares. Com madeiramento, telhado e o escambau. Leia esta historinha:

Um dia um conhecido me perguntou se eu achava que o filho dele usava drogas. A verdade é que não só eu, como todos os que conheciam o rapaz sabiam há muito tempo que ele usava sim. Eu respondi à pergunta com outra: “Você quer que eu te alise ou que diga a verdade?”. Ele mandou: “A verdade”. Eu disse. Sabe o que aconteceu? O sujeito ficou brabo comigo. Tapando o sol com peneira…

Não sei se é mais fácil o viciado largar a droga se tentar logo no início. Mas os pais e parentes da vítima (viciado é uma vítima, sim senhor) não podem e não devem fugir do problema. Ao primeiro sinal, é necessário tomar providências. Conversar com os filhos. Ensinar. Colocar medo mesmo. Porque droga é de dar medo mesmo. Medo de morrer. Lembre-se que só morre afogado quem não tem medo. O medroso só entra na água até a canela. Quando entra.

Ele é maconheiro?

Qualquer mudança de comportamento deve ser levada a sério. Desconfiar e desconfiar. Mudança de horários. Dormir demais ou de menos. Comer muito ou pouco. Desanimo, excesso de energia. Nervosismo. Objetos que somem “misteriosamente” da casa. Trocados por droga, esta é a verdade.

E nada daquele negócio: “Filhinho, você está bem? Mamãe está preocupada…”. O caboclo não vai acusar o golpe. Vai responder que está tudo bem e sair andando. Conversar com os filhos é diferente. Conversar e disciplinar. Não sei se existe um “método” para este tipo de conversa. Só sei que se deve ir ao centro da questão. As drogas. Sem passar a mão nos cabelinhos do bebê. Porque neste caso, passar a mão é a mesma coisa que dizer: “Continue… depois a gente te enterra.”.

Ser maconheiro ainda é feio?

Enquanto restar um pouco de dignidade no ser humano, é. Porque a coisa começa assim. Isto já não é tão ruim. Vamos aceitando. Aí vem outra coisa pior pra substituir. Daqui a pouco tá todo mundo mandando brasa no crack (e outras coisinhas) e fazendo sexo no meio da rua. O próprio retrato do inferno.

Sempre esperamos que “as autoridades”, o governo resolva este e outros problemas. Deixando um pouco o problema coletivo de lado, creio que cada um pode fazer algo por si mesmo, por sua família. Cultivar a idéia de que ser maconheiro é muito feio é uma delas. É feio e dolorido. Educar os filhos nos caminhos de Deus. Dizer não de verdade às porcarias que nos são oferecidas todos os dias.

Enfim, ficar com medo e vergonha de ser taxado como maconheiro. Quem tem medo de maconha provavelmente não vai usar algo mais forte. Provavelmente…

autor da foto

About the Author Bruno