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Ditadura militar foi ruim?

ditadura militar

ditadura militarEm março de 1964, através de um golpe, o exército brasileiro assumiu o controle do país. Estava instalada no Brasil a ditadura militar. De 64 a 85 vivemos sob este regime.

Pessoalmente, cresci, estudei e trabalhei sob a ditadura militar. Quer saber como era? Para comunistas não era muito agradável. Terroristas também não. Bandidos e traficantes também não tinham vez. Pornografia era proibida. Anarquistas se davam mal.

Mas para mim – e a maioria das pessoas – não pegou nada. Apenas vivi normalmente a minha vida. Coisa que hoje está um pouco difícil.

Sai o exército, entram a incompetência e a corrupção

Em 1985, finalmente nós, civis, conseguimos mudar o quadro. Diretas já, presidente eleito, vamos nós. Não sei, mas acho que os militares foram vencidos pela canseira. O último presidente militar, Figueiredo, estava visivelmente cansado. Não aguentou o repuxo. Creio que simplesmente disse: “Voces querem a bananosa? Aí está, podem pegar”.

Pegamos. Ou melhor, pegaram. Políticos civis completamente despreparados. Saímos de uma ditadura militar para uma bagunça civil. De lá pra cá, creio que não houve sequer um governo que disse a que veio. Detalhes à parte, não há dúvida em minha cabeça de que o país piorou. E muito.

É o tal negócio. Quando o gato sai, os ratos fazem a festa.

Tá legal. A ditadura militar mandava a borracha, prendia, torturava. Mas ao que me consta não fazia isso a torto e direito. Só fazia com algumas pessoas, certo? Eu, por exemplo, nunca senti a textura de um cassetete na cabeça, nem em qualquer outra parte do corpo.

Com dezoito anos alistei-me no exército e fui dispensado por excesso de contingente.  O que me leva a crer que o exército não se preocupava muito em aumentar o contingente para arrebentar ao meio pobres inocentes que só queriam um país melhor. Melhor para terroristas, traficantes, bagunceiros, bandidos. É o que tudo indica.

À época da ditadura militar, muitos reclamavam da PE (polícia do exército), que se fazia presente nas ruas. Talvez até eu mesmo tenha chegado a reclamar. Rebelde sem causa. Por acaso a PE saía dando borrachada em qualquer um? Não que eu saiba. Prendia pessoas aleatoriamente na rua? Ao que me consta não.

Ditadura militar ou comunismo?

Exageros aconteceram, é verdade. Em alguns casos, o combate ao comunismo ia longe demais. Havia uma espécie de medo obsessivo do comunismo. Ironicamente, este ferrenho combate ao comunismo revelou-se inútil – na minha opinião. O próprio comunismo cavou a própria sepultura. Por mais que alguns “intelectuais” amem o comunismo, este mostrou-se um regime pior do que a ditadura militar, nos paises onde existia (e existe). Você acha legal? Falar é fácil. Vá morar num país bacana, onde todo mundo é “igual”. Cuba. Tem gente que fala que gosta de Cuba, mas não vai morar lá nem com a peste.

Muito bem. Anos de governo civil, e o que temos?

  • Sob a ditadura militar, a escola estadual onde eu estudei, tinha: anfiteatro, laboratório, sala de música, piscina, quadra de esportes,  aula de música, artes, educação física, francês e inglês.
  • As escolas de hoje… tsc, tsc.
  • Sob a ditadura militar, maconheiro (usuário) se lascava.
  • Hoje traficantes de drogas muito piores que a maconha dominam cidades inteiras. Cidades “pequenas”, claro. Como o Rio de Janeiro.
  • Naquela época, não se podia falar mal do exército.
  • Hoje bandidos atiram em soldados do exército. Talvez apareça algum “humanista” dizendo que o exército está agindo com muita violência.

Chega. Não quero forçar a memória.

Agora que uma verdadeira bagunça está instalada no país, o que fazemos? Temos que chamar o exército. Colocar o exército nas ruas. Mas não era disso que reclamávamos?

É como o filho que, achando saber mais que o pai, lhe pede que deixe o controle da empresa da família sob seus “cuidados”. Enche tanto o saco, que o velho cede. Na grande maioria dos casos, o filho manda a empresa pro vinagre. Às vezes, o pai saca o lance antes, e coloca o fedelho em seu lugar, reassumindo o controle.

E também não adianta colocar a culpa neste ou naquele. Um povo que elege um comediante como deputado federal não tem noção do que está fazendo. Por outro lado, um “partido político” que lança uma candidatura destas, sabe exatamente o que está fazendo. Colocando marionetes no congresso. E o povo ainda faz piada. Isso é pra chorar, não pra rir.

E qual é solução? Uma nova ditadura militar? Ao contrário do que você possa estar pensando, acho que não. Administrar o país não é função do exército. É função de administradores, oriundos do povo. Mas nós precisamos tirar as fraldas da bunda. E levar o país a sério. Ao contrário do que Tiririca dizia em sua campanha, pode ficar pior. Muito pior.

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About the Author Bruno

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