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Disco de vinil… saudades

Disco de vinilO nosso conhecido CD (compact disc) parece que está com seus dias contados. Mas isso é assunto para depois. Vamos falar do irmão mais velho desse cara, o disco de vinil.  

Seguinte: o disco era uma coisa igual a essa aí do lado esquerdo, fabricado em vinil. Isto os “mais modernos”. Nos tempos da minha avó eram fabricados num material parecido com louça. Caiu, quebrou. É sério, não estou brincando. Eu mesmo cheguei a quebrar alguns. De propósito. Não gostava das músicas.

Já na minha época, o que ligava era o disco de vinil, como este aí da foto.

 

Como eram gravadas as músicas

As bandas, músicos e cantores gravavam suas músicas em fitas magnéticas. Como aquelas de gravador cassete. Só que eram gravadores maiores, geralmente. E as fitas eram de rôlo. 

Os gravadores para  este trabalho eram “multipista”, ou seja, era possível gravar instrumentos e vozes em diferentes pistas, que depois seriam editadas para gerar uma matriz.

No começo era pauleira. Os próprios Beatles gravaram a maioria de suas músicas em gravadores de apenas quatro pistas. O que significava que era necessário gravar várias coisas em uma pista só. Por exemplo, backing vocais numa pista, guitarras em outra e assim por diante.

Hoje, um estúdio caseiro tem 40, 100 pistas.

Como é fabricado um disco de vinil

Voltemos ao vinil. Uma vez feita a matriz em fita magnética, esta seria utilizada para gravar uma matriz para prensagem, de acetato. Se quiser saber o processo todo, clique aqui no blog Meteleco, e mate a curiosidade.

Bem, o fato é que discão preto chegava às nossas mãos. Grandão, sensível ao calor, umidade, facilmente riscável. Enfim, frágil mas amado.

Como tocar um disco de vinil

Para fazer o disco de vinil falar, cantar e tocar, era necessário um aparelho, chamado toca-discos ou vitrola. Ou rádio-vitrola, que incluía – é claro – o rádio também. Era uma coisa de doido.

Toca-discos

Toca discos É… agora tem que explicar esse bicho aí também. Rapidamente. Colocava-se o disco em cima de uma plataforma redonda, giratória. O braço continha uma cápsula com uma agulha em sua extremidade, que deslizava em cima do disco.

Esta agulha era sensível, flexível e registrava as diferenças no sulco do disco de vinil. Na cápsula, estas diferenças mecânicas eram transformadas em impulsos elétricos, levados então ao pré-amplificador, que os transformava em áudio. Quer ir mais fundo? Vá até o Como tudo funciona .

Daí para a frente – o som – era mais ou menos como hoje. O som sai de um amplificador e vai para os alto-falantes. Tenho certeza de que você não quer que eu explique como funciona um alto-falante…

 A diferença entre vinil e CD

 O disco de vinil, ao contrário do seu irmão mais jovem, o CD, não era – na maioria dos casos – maltratado como este último. Era tratado como rei. Colocado dentro de um saco plástico e depois dentro da capa de papelão, enorme, majestosa, com a ilustração ou foto do artista.

Armazenar também não era de qualquer jeito não. O certo seria colocar na posição vertical. Acontece que os bolachões podiam empenar. Aí era o tal do disco pulando, estragando a audição.

Isso fora os riscos. A própria agulha do toca-discos, se não se tivesse cuidado, podia riscar o vinil. No lugar riscado, o cantor e a banda se recusavam a tocar, indo mais adiante na música. Ou, pior ainda, pulando a música toda. Muitas vezes, para raiva e frustração do ouvinte, viajando completamente até o final, riscando ainda mais o disco de vinil.

Os artistas no disco de vinil

Bons tempos. Dá uma saudade danada, acredite. Quando as coisas são mais difíceis, dá-se mais valor. Hoje é possível carregar milhares de músicas num pendrive. É bom, tudo bem. Mas qual o valor que isso agrega aos artistas? Nenhum. Estão todos lá, prensados no meio daquela enorme multidão, esperando uma eternidade para serem escutados.

Nos velhos tempos não. O artista passeava debaixo do braço da gente, em forma de vinil protegido por uma baita capa que mostrava ao mundo inteiro de quem era aquele long play. Sim, este era o nome do disco. Algo como “tocar longo”, porque comportava 12 ou mais músicas.

Som analógico ou digital?

A qualidade do som causa muita controvérsia. É a briga do analógico com o digital. Quer que eu explique? É claro que não. Analógico é o vinil e digital é o CD, pronto.

Alguns amam de paixão o analógico, outros não. O fato científico é que o digital tem maior acuidade, precisão. Mas os amantes do analógico dizem que não tem – digamos – o “calor humano” que o analógico passava. Para outros, o que o analógico passava era distorção, o que é verdade. Mas seria uma “distorção boa”, segundo seus antagonistas. E a discussão não termina nunca…

Eu, por meu turno, dou-me muito bem com o digital, obrigado. Tenho saudades, mas passado é passado. É como uma pessoa que morre. Não se pode chorar a vida inteira. Restam as boas recordações.

Aliás, a bem da verdade, o disco de vinil ainda não morreu completamente. Muitos DJ’s ainda o utilizam. Sorte dos fabricantes de toca-discos e do disco de vinil.

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