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Criança morre de fome e eu repasso email…

email repasse

Você vai lá, abre tua conta de email e… voilá! Ali estão – fresquinhas – as novas do dia. Algum parente ou amigo mandou uma notícia? Não. Ninguém morreu, então.

Mais para baixo, propagandas e mais propagandas. Algumas autorizadas (você disse que sim, ué…). Outras puro spam (você não instalou o anti-spam).

No meio daquela confusão toda, os maravilhosos repasses dos teus parentes e amigos preguiçosos. Só sabem clicar “encaminhar para todos”, ou seja: se eles receberam um montão de besteiras, porque iriam deixar você na boa? Nada disso… tome repasse procê também.

Aí, você dá uma olhada nos títulos (assunto) e – antes de jogar tudo no lixo (você não joga? desculpe…) – vê um título interessante.

Você abre o email. Tem um anexo. Anexos são incorrigíveis portadores de vírus. Mas você bota fé no taco do teu antivírus e abre o trem.

Tome uma apresentação muito linda, cheia de fundos magníficos, com palavras que fariam chorar até mesmo o mais insensível ser humano da face da terra. Aquelas feitas no PowerPoint, manja? Com aquela musiquinha de fundo e tal…

Já abriu mesmo… que remédio. Você vê a bagaça.

Uma choradeira do caramba. Bla, bla, bla, coisa e tal, caixa de fósforo e no final, pedem pra você repassar aquilo, para ajudar as pessoas envolvidas, criancinhas abandonadas, com fome, mães  solteiras e por aí afora.

Mas afinal, é errado ajudar pessoas que passam necessidades, problemas, fome, angústias, doenças? É claro que não é errado. Temos mais é que ajudar mesmo. A palavra de Deus assim ensina.

Continuando a estória. Você vê aquele negócio, pensa durante uns quinze segundos (já vai começar o jogo do teu time…) e manda aquele repasse básico. Aí, encosta a cabeça no travesseiro, põe no canal do jogo e fica tranquilo. Você fez a tua parte.

Tem certeza? Repassar uma melosidade dessas é “fazer a tua parte”? Você ajudou alguém?

Pense bem. Quem está com fome quer o quê? Comida. Quem está doente quer remédio, médico. Quem não tem onde morar, quer um teto. E quem está prestes a ser comido por um urubú quer ser resgatado!!!! (menção a um email recebido, onde o fotógrafo captou a imagem de uma criança à beira da morte e um urubú aguardando sua morte para fazer sua mórbida refeição…).

criança morrendo - urubú esperando

A foto acima foi tirada em 1993 no Sudão por Kevin Carter e lhe conferiu o prêmio Pulitzer em 1994. O fotógrafo suicidou-se tempos depois.

Não cabe aqui discutir porque ele teria feito isso. Nem porque não teria acudido a criança. Apesar de – segundo versões – ter espantado o urubú (que deve ter voltado mais tarde…).

E quem é Kevin Carter?  Nós somos Kevin Carter. As coisas se passam e nós viramos o rosto para o outro lado. Esta é a verdade. Tiramos a foto e mostramos ao mundo: “veja, uma criança morrendo…”. Soa familiar? Repasse de email é exatamente isto. “Tá vendo aí? Tem gente morrendo! Eu não estou fazendo nada e você também não…”.

Ajudando pra valer

Nem você, nem eu, nem ninguém podemos resolver os problemas do mundo, certo? Você não está lá na África para pagar um cheese-burger para um africaninho faminto.

Mas tem gente que está. Tem gente que, se não cuida de todos os necessitados, cuida de alguns. Não é pra qualquer um. Eu, por exemplo. Não fui talhado para este tipo de coisa. Sou muito fraquinho, pobre de mim. Creio que não aguentaria. Talvez você também não.

Mas nem por isso podemos ficar parados, “orando” por aqueles que têm fome. Quem tem fome precisa de comida, amigo.

Podemos muito bem fazer a nossa parte de verdade, enfiando a mão no bolso. Isso mesmo. Gastando parte do nosso próprio dinheiro para alimentar alguém, para aliviar o sofrimento de alguém.

“Ah, mas… tem uns caras por aí que catam o dinheiro da gente e ficam enriquecendo, sem ajudar a ninguém…” – alguns (talvez a maioria) pensem.

Desculpa esfarrapada para não fazer nada. Existem entidades que fazem isso? Embolsam seu dinheiro e não fazem aquilo que dizem que fariam? É claro que existem. Mas não são todas. Use o seu bom senso.

Mas… e a oração?

Se você crê em Deus, deve aprender a orar. Analise a seguinte situação:

Um amigo ou conhecido seu lhe procura pedindo ajuda. Ele perdeu o emprêgo e as coisas estão ruins. Não tem mais comida em sua casa. Logo, logo sua família vai passar fome. Ele conta a história para você. Tua atitude pode ser:

  • Errada – Você conversa um pouco com seu amigo, ouve suas lamúrias, dá-lhe um tapinha nas costas e diz que vai orar por ele. Tchau. Deus está triste com você.
  • Correta – Você providencia comida para sua família, não com restos da tua casa. Vai ao supermercado com ele e faz uma compra legal, pelo menos para uma semana. Faz todos os contatos possíveis para arrumar um trabalho para o teu amigo. E no final ainda bota uma graninha na mão dele, pro ônibus, para que ele possa procurar trabalho. Aí, sim, faz a oração.  Deus está explodindo de alegria com você!!!

Ah, sim. Este artigo não é só para você. É para mim também. Somos todos defeituosos, egoístas. Fingimos que somos bonzinhos, coisa e tal. Tudo balela. Precisamos deixar de ser hipócritas. Estou sendo muito duro? Calma lá… ainda não terminei.

Quer fazer uma oração? então vamos lá, faça junto comigo:

 “Senhor, perdoa os meus pecados. Perdoa-me porque o mal que não quero fazer eu faço. E o bem que eu quero fazer, acabo não fazendo. Faz de mim um servo Teu, planta dentro de mim a Tua vontade. Assim, meu Deus, na próxima vez em que receber um email, ou souber de qualquer pessoa necessitada, não vou simplesmente repassar a informação… vou fazer alguma coisa. Tira Senhor, de dentro do meu bolso, da minha conta bancária o espírito de egoísmo e faça com que eu use os recursos que Tú me deste na Tua obra. Ajude-me a ajudar o próximo, a não ser aquele que só dá o tapinha nas costas. Não quero ser mais assim, Senhor. Quero fazer diferença, ser diferente, ser Teu servo… amém”  

Você é capaz de fazer esta oração, eu tenho certeza. E se você leu até aqui, tenho mais certeza ainda de que é um servo do Senhor. E sabe – assim como eu sei – que tudo aquilo que temos não é nosso. É de Deus. Ele simplesmente nos deixou administrar. Mas Deus quer que façamos a nossa parte.

Não vou mais longe que isso. Ajudar ao próximo é só uma das coisas que você deve fazer com seu dinheiro.

Vamos falar a verdade. Já pensou a gente chegar para alguém que está à beira da morte por fome e mostrar a cópia de um email que repassamos?  O que diríamos a esta pessoa? Talvez “olhe, você está morrendo, mas a culpa não é minha… eu repassei o email…”. Será que a gente não pode fazer um pouco mais? Podemos, é claro. Basta amolecer um pouco nosso coração duro.

Ficando envergonhado

Um dia desses, aconteceu algo que acendeu uma luz em mim, ao mesmo tempo que me deixou envergonhado. Eu estava no estacionamento de um supermercado, tentando consertar o carro de um amigo.

Capô aberto e eu fuçando ali, tentando achar o que havia de errado.

Um bêbado aproximou-se e começou a dar palpites. Dizia que podia ser isso ou aquilo. Eu já estava com um problema. Apareceu-me outro. O bêbado falava e eu simplesmente assentia, temendo iniciar uma conversa que iria atrasar ainda mais o meu lado.

Foi então que um outro carro encostou numa vaga próxima. Um rapaz desceu, dirigindo-se à porta do supermercado. Passando por nós, teve uma presença de espírito rara. Percebeu a situação e – sem mais nem menos – chamou o bêbado, fazendo-o acompanhá-lo até seu carro.

O bêbado acompanhou o rapaz que, chegando ao seu carro, pegou um sanduíche e deu ao bêbado, dizendo: “você precisa comer algo e descansar. Vá para casa.”

O bêbado pegou aquele sanduíche e saiu andando. O rapaz passou por mim, fez um sinal com a cabeça e entrou no supermercado.

Final da história: arrumei o carro e fui embora. Com uma enorme bola travando minha garganta. Porque é que eu não tive a idéia, o sanduíche e tudo mais? Tudo bem, eu já estava ajudando alguém (meu amigo), mas porque não pude parar por alguns poucos segundos e fazer o bem que eu quero fazer? 

Talvez eu nunca mais veja aquele bêbado. Nem tampouco o rapaz que deu o sanduíche. Mas jamais vou esquecê-los. E jamais vou esquecer que Deus estava ali, mostrando a nós três a Sua vontade.

Repasse de email é errado?

É nada. Surpreso? Pensou que eu ia baixar a ripa no repasse, é ou não é? O repasse em si, não é errado. Errado é o que nós fazemos a partir dali. Não seria bom receber um repasse com enhecentos nomes, cada qual afirmando que ajudou alguém? Não precisa ser uma entidade. Pode ser um amigo, um vizinho, um colega de trabalho, o favelado. Ou o bêbado do supermercado.

Fazendo a minha parte

Não pense você que este que escreve é apenas um demagogo. Tipo: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço…”. Eu tenho feito a minha parte – em parte – há muitos anos. Já compreendi que meu dinheiro, tudo o que eu tenho não é meu. É de Deus. Procuro administrar da melhor forma possível, dentro das minhas limitações de pecador. Tenho falhas, assim como você. Mas tenho certeza que posso fazer mais pelo meu próximo. E sei que Deus – em hora oportuna – irá sanando minhas falhas.

Não é minha intenção aqui fazer propaganda por esta ou aquela entidade. Mas uma, que tem bastante a ver com o assunto (fome) conheço e creio que compensa ser ajudada. É o ministério Guerreiros de Deus. Visite o site e tire suas próprias conclusões.

Se fizermos a nossa parte, será como dar um pontapé no traseiro daquele urubú, tirar aquela criança daquele lugar, curá-la e alimentá-la. Aí, passar e repassar a foto dela, de pé, sorridente, com  o título:

“Esta criança jamais vai passar fome. Está sendo mantida por doações…”

A foto pode não ganhar o pulitzer. Mas você ganhará um ponto com Deus.

About the Author Bruno

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