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Chitãozinho e Xororó

Chitãozinho e Xororó foram – na minha opinião – precursores do movimento sertanejo como o conhecemos hoje. Não consigo me lembrar de outra dupla anterior a esta que tenha dado o arranque para o que vou chamar aqui de música sertaneja moderna.

É claro que conheço Alvarenga e Ranchinho, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho. Mas estes não faziam este sertanejo moderno, que tanto faz sucesso em nosso país.

De vez em quando me vem à memória a primeira vez que escorreguei para o lado sertanejo. Sim, porque naquela época, anos setentas, só queria saber de rock.

Não me lembro o programa, mas mostraram estas duas feras aí. Moleques ainda. Eu também era… lá se vai um bom tempo.

Eu tentava e tentava dizer a mim mesmo que não estava gostando. Na verdade, não me encantei – por assim dizer. Mas a coisa deu uma cutucadinha.

Até comentei com os amigos, algo do tipo: “você viu estes caras? Chitãozinho e Xororó… que nome mais esquistito…”. Mal sabiam meus amigos, nem tampouco eu, que alguns anos depois eu estaria no Mato Grosso, tocando violão e cantando… Chitãozinho e Xororó.

É impossível para qualquer um que tenha um mínimo de ouvido musical, não ficar embasbacado com a voz de Xororó. O sujeito nasceu realmente privilegiado. Um timbre inconfundível.

Talvez você se lembre… Certa vez, no programa Amigos, ajuntaram-se pelo menos uns dez caboclos cantando. Só fera, claro. Xororó conseguiu distinguir-se de todos, não somente pelo timbre, mas também porque achou um intervalo totalmente diferente de qualquer um dos outros. Não era a segunda voz, nem a primeira, nem sei lá o quê. Foi privilegiado com um ouvido excelente também.

Creio que toda a moçada que veio depois deve um pouco (ou muito…) a estes dois. Eles conseguiram abrir caminho numa época em que pessoas como eu torciam o nariz para duplas sertanejas.

Obrigado, Chitãozinho e Xororó, por abrirem este caminho. Foi benéfico não só para as demais duplas, cantores e cantoras, como também para músicos que ganharam emprêgo. E – é claro – para a música brasileira.

About the Author Bruno

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