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Bullying nas escolas brasileiras

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Bullying nas escolas O têrmo “bullying” traduzido para o português seria “tiranizar”. Talvez haja alguma outra tradução, mas creio que esta já está de bom tamanho.

Resolvi escrever este artigo, porque acho bastante temerário comparar o bullying das escolas americanas com o das escolas brasileiras. E vou tentar explicar porque.

O perigo do bullying tupiniquim

Vejo com muito pesar que o Brasil, em termos de educação e cultura, regrediu. A qualidade das escolas públicas caiu – na minha opinião – muito. Não é preciso ser “expert” na área para perceber isto.

Por outro lado, a vida em sociedade, principalmente nas grandes cidades, tornou-se – mais uma vez na minha opinião – uma verdadeira briga de foice. Parece que ninguém respeita mais nada. Parece???!!!

Antigamente, quando falávamos de bandidos, ladrões, assasinos, todos sabiam que nos referíamos, pelo menos na grande maioria dos casos, a pessoas adultas. Hoje já não é assim. No Brasil, há limite de idade para trabalhar, votar e dirigir automóveis, por exemplo. Mas não para virar bandido. Cada vez mais vemos jovens profundamente envolvidos com o tráfico de drogas, assaltos e por aí afora.

Veja bem, estou aqui presumindo que muitos delinquentes juvenis frequentam a escola. Creio que esta é a realidade. Talvez alguns até abandonem, mas é provável que haja delinquentes dentro das escolas. Que me questionem se eu estiver errado…

Pronto, já expliquei. É preciso ter muito cuidado com o bullying nas escolas brasileiras, porque a violência de hoje não é mais como a de antigamente. Chegar em casa com um ôlho rôxo era o que podia acontecer antigamente com uma vítima de bullying que ousasse revidar.

Ah, sim. Mencionei a comparação com escolas americanas. Há uma grande diferença. A delinquencia juvenil nos EUA não é – nem de longe – tão acentuada como no Brasil. E moleque bandido nos Estados Unidos vai pra cadeia.

Hoje a coisa é diferente. Caboclinho que se meter com a turma errada, tem muita sorte se chegar em casa, se é que você me entende. Pode machucar-se muito ou até morrer.

O bullying nas escolas de antigamente

Eu, como não poderia deixar de ser, fui vítima de bullying. Isso numa época em que essa coisa nem tinha este nome bacana. Só para ilustrar, conto uma das histórias.

Havia, em minha escola, um grupinho de estudantes do periodo seguinte ao meu, que armava uma “rodinha” à saída, para pegar algum otário (como eu…) e judiar um pouquinho. Uma vez dentro da rodinha, você levava um bocado de pontapés, alguns “cola-brincos” (tapa na orelha…), uns poucos sôcos, uma rasteira aqui e acolá, além de ter todo o material escolar – é claro – jogado ao chão e devidamente pisoteado e esgarçado. Uma beleza.

Eu já havia visto muitos cairem nesta rodinha. A maioria ficava calado, engolia o sapo. A única coisa em que eu pensava a respeito era: “e quando for a minha vez?”. Sim, porque azarado como eu era, haveria de cair naquela bosta. E… caí. Mas eu já havia planejado o que fazer. E fiz. E deu certo.

Meu plano era simples. Como a coisa sempre começava com um empurrão, que levava a vitima direto ao agressor do lado contrário, resolvi simplesmente não resistir e sim, aproveitar o embalo. A coisa foi mais ou menos assim:

O primeiro sujeito me empurrou. Imediatamente joguei meu material escolar ao chão e usando o empurrão, fui feito doido em direção ao sujeito do lado oposto. Caímos os dois ao chão, eu por cima. Mandando porrada onde podia acertar. O resultado foi melhor do que esperava.

Minha intenção era a seguinte: arrebentar pelo menos um deles. Os outros iriam me destruir, é claro. Mas eu não seria o único.

Acontece que os outros, ao verem o amigo sendo literalmente triturado, acovardaram-se. Não mexeram uma palha. Deixaram o “amigo” levar porrada até não querer mais. O coitadinho não sabia brigar, rerere. Mas logo chegou a turma do “deixa disso” e fui retirado de cima do cara.

Resultado: o pobre idiota ficou em petição de miséria. Eu rasguei calça e camisa, além de ter perdido parte de meu material escolar. O que sobrou estava tudo zoado, sujo. Levei uma baita coça dos meus pais ao chegar em casa. Mas nunca mais caí na rodinha.

Repare numa coisa. Eu ousei revidar e me dei bem. Mas só porque os caras eram apenas um bando de almofadinhas metidos a bêsta. Se fossem da pesada, eu não estaria aqui pra contar a história.

Escolas brasileiras,  o bullying e os pais

Já fugi da escola há muita décadas. Outro dia mesmo vi um video atual de minha antiga escola, feito por um aluno. Muito diferente. Pra começar, antigamente usávamos uniformes. E hoje tudo parece mais feio, deteriorado.

Não tenho a mínima idéia do tamanho do problema de bullying nas escolas brasileiras, mas com certeza existe. E é preciso que os pais de crianças e adolescentes que tenham o perfil de vítimas (baixinhos, de óculos, nerds, tímidos, mirrados, gordinhos, etc.), prestem atenção e orientem seus filhos da melhor maneira possível.

Muitas vítimas de bullying evitam comunicar aos adultos o que está se passando, com medo de represálias e até mesmo por vergonha. Por isso os pais devem manter os olhos abertos. Qualquer mudança de comportamento não deve ser negligenciada.

É muito importante que os pais conheçam bem seus filhos. Sua personalidade, suas tendências, manias e assim por diante. E procurem fazer com que eles se abram. É necessário acostumar as crianças a compartilharem com os pais seus desejos, medos, ansiedades. Mais uma vez: não sou psicólogo, mas é óbvio que quanto mais os pais conhecerem e acompanharem as atividades e pensamentos dos filhos, mais próximos podem estar até mesmo de evitar uma tragédia.

Se você tem filhos em idade escolar, não deixe que a correria da vida faça com que você negligencie a sua criação. Estou aqui falando somente de um problema específico, mas isto serve para tudo. Aproxime-se de seu filho, conheça-o. Acompanhe de perto e participe de suas atividades. E tome providências cabíveis.

Um dos sintomas que a criança pode apresentar, é não querer mais ir à escola. Pode até não ser devido ao bullying, mas em muitos casos é. Pense bem: se você é maltratado todos os dias num determinado lugar, não quer mais ir a este lugar, certo? 

Enfim, é muito difícil apontar uma solução. Mas de maneira alguma deixe seu filho por conta própria. Faça-o perceber que você está ao seu lado, que ele pode confiar em você, qualquer que seja o problema.

Saiba mais sobre bullying

autor da foto

About the Author Bruno

4 responses to “Bullying nas escolas brasileiras”

  1. Lily says:

    É… me fez lembrar, bro, que até no ambiente corporativo existe esse tipo de coisa. Eu mesma sofria com isso na empresa e depois quecomecei a revidar, a pessoa ficou pianinho! O que essa gente quer é gente que revide e nãos os bobões que ficam quietinhos!! Ontem mesmo a kenga veio me amolar, e eu dei um cala boca nela. Como diria minha amiga Andrea, “vai amolar os presos!”!!

    • Bruno says:

      Pode crer, Lily. A gente precisa – na vida – ser humilde. Mas tudo tem um limite. Quem tem cabelo na venta é humilde, mas não humilhado. Beijos.

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