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As maravilhas da civilização

Às vezes a gente procura uma coisa e acha outra, não é verdade? Hoje estava buscando coisas sobre violão no youtube e achei o video com Robson Miguel no Jô Soares. Robson é indio, bastante culto e um excelente violonista.

Entretanto, o que me chamou a atenção – você pode conferir no video – foi o que ele mencionou a certa altura da entrevista. Que na cultura india não existem asilos, sistema penitenciário, estupros e nem tampouco gays. Veja no video, aos 3:20 minutos mais ou menos.

Não é maravilhoso ser civilizado? Podemos colocar nossos velhinhos nos asilos para que não nos atrapalhem, por exemplo.

Não precisamos ter receio de roubar, matar e estuprar, porque há um sistema penitenciário para cuidar daqueles que o fazem. Se cuida direito ou não já é outro problema.

Por fim, temos bem mais “opções” sexuais do que os indios. Eles – pobres ignorantes – só sabem homem com mulher. Nós, seres mais evoluídos, acrescentamos homem com homem e mulher com mulher. Assim, todos podem divertir-se à vontade, segundo suas “necessidades”.

No meio desta discussão, Jô Soares mostra um video de um rapaz vestido de “indio gay”. Robson dá o alerta, de uma forma bastante peculiar: “vestir-se de indio não o torna indio… ele não é indio, é gay…”.

Repare que ele poderia ter falado: “ele não é indio, é branco”. Mas o cacique possui sabedoria. Se falasse “branco”, estaria talvez admitindo que “brancos podem ser gays”. Então aquele sujeito afeminado vestido de indio não é nem branco, nem indio. É gay. Cada qual entenda como quiser.

Levando o evangelho e a civilização ao indio

Levar o evangelho ao indio – e a outros povos também, é claro – é a nossa obrigação como cristãos.

Entretanto, ao levarmos o evangelho, levamos também a nossa cultura, a “civilização”. É inevitável. Tudo aquilo que carregamos nas costas – de bom ou de ruim – vai junto.

Apresentamos então ao indio a coca-cola, o cheese-burger e a gripe. Mostramos a ele que somos “civilizados” e desobedecemos – com bastante naturalidade, diga-se de passagem – ao mesmo Deus que estamos dizendo que o indio deve obedecer e seguir.

Mostramos – sem qualquer sombra de dúvida – que somos dualistas até a raiz dos cabelos. Temos dentro de nós o bom e o ruim.

Somos evangelistas, pacifistas, filantropistas, assassinos, estupradores, lésbicas e gays. Tudo muito “bem organizado”, é claro. Um pouquinho complicado, é verdade. Porém, alguns anos de convivência com a civilização, podem facilmente transformar o indio, para que, tornando-se “civilizado”, passe a usufruir de todos os “benefícios” que nós todos já conhecemos.

Ele poderá então fazer as coisas que o homem civilizado faz. Pegar gripe, comer hamburger e tomar coca-cola. Ficar gordo e ter um ataque cardíaco. Viciar-se e traficar drogas. Estuprar, matar e roubar. E finalmente, passar um tempinho na prisão. E virar gay. Dentro ou fora da prisão.

Esta é a condição para que o indio seja salvo, através de Jesus Cristo. Ficou um pouco duro, não foi?

Tudo bem, eu sei que tem a turma do “não é bem assim” e coisa e tal. Afinal de contas, se a gente está se lascando, porque deixar o indio de fora?

Minha intenção aqui não é apontar o dedo pra ninguém. Muito menos dizer que não se deve levar o evangelho ao indio.

Apenas estou constatando um fato. E você há de concordar comigo – creio eu – que a nossa “civilização” está cada vez mais… complicada – digamos assim.

Não que o indio seja lá uma criatura melhor do que o branco. A palavra de Deus ensina que não. Todos pecamos e destituídos fomos da graça de de Deus. Por isso precisamos de Jesus Cristo. Inclusive o indio.

Mas acredito que precisamos parar de “evoluir” da maneira como temos feito. Cada vez mais aceitamos como normais coisas que há poucos anos eram consideradas – corretamente – inaceitáveis.

E isso acontece nas mais diversas áreas. Dia destes – por exemplo – critiquei a forma como muitos “escrevem” hoje em dia na internet, utilizando aberrações linguísticas como “pq, tb, vc” e uma pessoa retrucou que isto era a evolução da língua!!!! Socorro! Se isto é evolução eu é que não quero evoluir.

About the Author Bruno